O União Brasil aprovou, nesta quinta-feira (30), o apoio à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A decisão foi tomada durante convenção estadual marcada por embates internos, discussões jurídicas, acusações de “traição” e troca de críticas entre lideranças da legenda.
Dos 50 votantes, a coligação com o Republicanos contou com apoio de 30 contra 19 que votaram na candidatura própria e um voto foi nulo.
A votação colocou fim a um dos maiores rachas recentes do partido, dividido entre o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, defensor da aliança com Pivetta, e a ala ligada ao senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria do União ao Palácio Paiaguás.
Durante as cinco horas de votação, o clima permaneceu tenso. Antes mesmo da abertura das urnas, o deputado estadual Júlio Campos apresentou uma questão de ordem pedindo a impugnação da cédula sob o argumento de que o Republicanos não teria formalizado um pedido de aliança. Mauro rejeitou o pedido após apresentar documento protocolado pelo Republicanos no último dia 24 solicitando a composição.
Na sequência, o senador Jayme Campos também tentou alterar o modelo de votação, defendendo que ela fosse aberta. O pedido também foi rejeitado pela mesa que conduzia os trabalhos.
As divergências se intensificaram quando o deputado estadual Dilmar Dal Bosco afirmou que apoiar um candidato de outra legenda significaria uma “traição” ao União Brasil. A declaração provocou reação imediata de Mauro Mendes, que classificou a fala como fruto de um momento de “desequilíbrio” e cobrou uma retratação pública do parlamentar.
Mesmo com o ambiente de tensão, a convenção foi encerrada com a aprovação do apoio a Pivetta, fortalecendo a estratégia política construída por Mauro Mendes para 2026.
Fonte: leiagora





