Barra do Garças Mato Grosso

Juiz Zanin mantém empresário suspeito de golpes em Barra do Garças preso: entenda o caso

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, manteve nesta segunda-feira, 02 de fevereiro, a prisão preventiva do empresário Luiz Paulo Carloni Filho, investigado por crimes financeiros em Barra do Garças. A decisão negou seguimento a um habeas corpus apresentado pela defesa e confirmou a ordem de prisão expedida no curso da Operação Ilusione, da Polícia Civil.

Carloni é considerado foragido desde março de 2024. Segundo a investigação, ele é suspeito de aplicar golpes que podem ultrapassar R$ 3 milhões, causando prejuízos a diversas vítimas no município e em outros estados.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa buscava garantir o direito à ampla defesa e solicitava autorização para que o empresário participasse dos atos processuais de forma remota, incluindo interrogatório por videoconferência. O habeas corpus também questionava decisões anteriores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Superior Tribunal de Justiça, que já haviam negado a medida.

Ao analisar o caso, o relator destacou que a legislação brasileira não prevê a realização de interrogatório virtual para réus que se encontram foragidos. Para o ministro, não houve ilegalidade nem abuso de poder nas decisões que mantiveram a prisão preventiva, o que inviabiliza a concessão do habeas corpus.

Na decisão, Zanin afirmou que a ordem judicial deve ser cumprida conforme a hierarquia do Judiciário e que não há elementos capazes de afastar o óbice processual apontado. Com esse entendimento, o ministro negou seguimento ao pedido apresentado pela defesa.

Investigação da Operação Ilusione

De acordo com as informações do processo, Luiz Paulo Carloni Filho é investigado pelos crimes de apropriação indébita, estelionato e lavagem de dinheiro. As apurações indicam que o empresário mantinha uma loja de veículos no centro de Barra do Garças, onde negociava automóveis financiados.

Conforme a investigação, após vender os veículos, Carloni prometia quitar os financiamentos junto às instituições responsáveis, o que não ocorria. Com isso, compradores acabavam assumindo dívidas que não esperavam, gerando prejuízos financeiros expressivos.

O inquérito também aponta que o empresário teria ligação com agiotas da região, o que passou a integrar a linha de apuração da Polícia Civil durante a Operação Ilusione. As suspeitas reforçaram o pedido de prisão preventiva, deferido pela Justiça ainda em 2024.

Desde a expedição da ordem de prisão, em março de 2024, Carloni vem tentando reverter a medida judicial por meio de recursos apresentados em diferentes instâncias, sem sucesso até o momento.

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva permanece válida e a investigação segue em andamento. Segundo a Polícia Civil, o próximo passo é localizar e cumprir o mandado de prisão contra o empresário, além de dar continuidade à apuração dos crimes atribuídos a ele. As informações constam em decisão do STF e em dados do processo conduzido pela Polícia Civil.

Fonte: cenariomt

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