Já está em vigor em Mato Grosso a primeira etapa da campanha de vacinação contra a brucelose, doença infecciosa que provoca abortos em vacas, problemas reprodutivos e também oferece riscos à saúde humana. Em Lucas do Rio Verde, a médica veterinária do Indea, regional do município, Cynthia Faria, reforça o alerta para que os produtores fiquem atentos aos prazos e às exigências da imunização.
A vacinação é obrigatória para bezerras bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses e deve ser realizada exclusivamente por médico veterinário cadastrado no Indea ou por vacinador sob sua responsabilidade. Esta primeira fase da campanha segue até o dia 30 de junho. O produtor que não cumprir a exigência está sujeito à multa de uma Unidade Padrão Fiscal (UPF) por animal, no valor de R$ 254,36, além de ficar impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA).
De acordo com Cynthia Faria, a campanha teve início em 1º de janeiro e o produtor tem até o dia 2 de julho para que a vacinação seja comunicada oficialmente. “Hoje a comunicação é automática. O veterinário lança o atestado no sistema e esse registro já aparece para nós no Indea. O produtor precisa apenas confirmar com o profissional responsável se o atestado foi devidamente lançado”, explicou.
Após a aplicação da vacina, o médico veterinário tem até 30 dias para emitir o atestado de vacinação, que é informado diretamente ao sistema do Indea. No encerramento da etapa, o prazo final para envio da documentação é 2 de julho.
Mato Grosso possui atualmente cerca de 31,6 milhões de bovinos, sendo aproximadamente 4 milhões de bezerras na faixa etária obrigatória para a imunização, segundo dados do Indea. A brucelose ainda apresenta alta incidência no estado, causando prejuízos econômicos ao produtor rural e representando um sério risco à saúde pública.
Em humanos, a doença pode ser transmitida pelo consumo de leite cru contaminado ou pelo contato direto com secreções e restos de parto de animais infectados. A médica veterinária destaca ainda a importância do uso de equipamentos de proteção durante o manejo e a vacinação dos animais, já que a própria vacina oferece risco biológico se houver contato inadequado.
Além da vacinação obrigatória, o Indea orienta os pecuaristas a realizarem exames periódicos no rebanho, eliminarem animais doentes e promoverem a revacinação de novilhas antes da fase reprodutiva. “Esse manejo é uma oportunidade para o produtor avaliar a saúde geral do rebanho e nos comunicar qualquer suspeita de doença. A vigilância veterinária é fundamental para evitar a disseminação de enfermidades”, ressaltou Cynthia Faria.
A campanha é direcionada a todos os produtores, independentemente do tamanho da propriedade. Tanto a produção em grande escala quanto a de subsistência devem cumprir rigorosamente o calendário vacinal para garantir a sanidade do rebanho e a segurança da população.
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Fonte: cenariomt






