Os combustíveis ficaram mais caros em todo o Brasil a partir de 1º de janeiro, após os governos dos estados e do Distrito Federal anunciarem o reajuste da alíquota do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A mudança segue o modelo definido pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que estabelece um valor fixo por litro ou quilo, válido para todo o país e atualizado anualmente.
Para 2026, as novas alíquotas do ICMS ficaram definidas em R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo do gás de cozinha. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de R$ 0,10 por litro de gasolina, R$ 0,05 no diesel e R$ 0,08 no gás.
Segundo o Comsefaz, o modelo anterior vinha provocando perdas significativas de arrecadação para estados e municípios, especialmente em um cenário de elevação dos preços. O comitê afirma ainda que a lei aprovada pelo Congresso em 2022 reduziu a autonomia dos estados e, na prática, estimulou o consumo de combustíveis fósseis. Apenas no primeiro ano de vigência da legislação, as perdas fiscais ultrapassaram R$ 100 bilhões em todo o país.
Em Lucas do Rio Verde, a reportagem do portal CenarioMT foi às ruas para entender como o reajuste reflete no bolso do consumidor. O revendedor Vilson Kirst, que atua há mais de 30 anos no município, explicou que o impacto final tende a ser moderado.
“Realmente teve aumento no dia 1º de janeiro devido ao ICMS e todos os estados tiveram reajuste. Para o consumidor final, isso varia de cinco a dez centavos, dependendo do combustível. Em percentual, deve ficar em torno de 1,5%”, afirmou.
Vilson destacou que muitos postos ainda trabalham com estoque adquirido antes do reajuste, o que atrasou o repasse imediato. No entanto, o aumento deve ser sentido ao longo desta semana. “O combustível já está caro, e para nós, revendedores, também não é fácil vender um produto com preço elevado. O consumidor sente no bolso”, completou.
O empresário também demonstrou preocupação com o cenário internacional e seus reflexos no Brasil, que ainda depende da importação de parte do combustível consumido. “O Brasil importa cerca de 25% a 30% do que consome, porque não tem refinarias suficientes. Qualquer instabilidade mundial pode afetar a oferta e, consequentemente, os preços”, alertou, lembrando ainda que o período de safra costuma elevar o consumo de combustíveis na região.
Para os consumidores, a principal dica segue sendo a economia no uso do veículo. “Hoje, etanol e gasolina estão praticamente indiferentes em termos de custo-benefício. A melhor forma de economizar é manter o veículo bem regulado, evitar altas velocidades e dirigir de forma consciente”, orientou Vilson.
Quem depende do veículo para trabalhar já sente os reflexos. O motociclista Davidson dos Santos Fernandes, mecânico que viajava de Rondônia com destino a Sorriso e passou por Lucas do Rio Verde, relatou que qualquer reajuste pesa no orçamento. “A gente roda bastante, então qualquer aumento influencia. Mesmo de moto, o valor é elevado e isso acaba impactando todas as atividades”, destacou.
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Fonte: cenariomt






