O vereador Ilde Taques (Podemos) defendeu a construção de uma chapa de consenso para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá e afirmou que o Legislativo precisa sair unido do processo para garantir governabilidade e evitar divisões internas. Pré-candidato à Presidência da Casa, ele disse que sua eventual chapa não terá caráter de oposição ao prefeito Abilio Brunini (PL), a menos que o Executivo interfira diretamente na disputa.
A declaração ocorre em meio às articulações para a eleição do próximo comando da Câmara, que tem movimentado a base aliada do prefeito. A atual presidente, Paula Calil (PL), é apontada como possível candidata à reeleição, cenário que depende de alteração no regimento interno da Casa.
Para Ilde, o consenso é importante tanto para o Executivo quanto para a população, já que a formação de dois grupos em disputa pode deixar desgastes políticos após a eleição.
“Para o Executivo, é importante haver consenso pela governabilidade, e este é um dos motivos pelos quais venho dizendo que o Executivo não deve se intrometer diretamente nesta eleição. Quando se formam dois grupos, um sai vencedor e o outro sai derrotado, e, no final das contas, ficam sequelas”, afirmou.
O vereador também argumentou que uma Câmara unida, mesmo preservando sua independência, contribui para o avanço de projetos de interesse da população. Segundo ele, o ideal é que vereadores da base, da oposição e independentes consigam dialogar em torno de pautas importantes para Cuiabá.
“Para a população também é importante que haja consenso, porque precisamos discutir projetos bons para a sociedade. É bom ter uma Câmara independente, harmônica e unida entre os pares, tanto da base quanto da oposição e também os independentes”, disse.
Apesar da disputa pelo comando do Legislativo, Ilde afirmou que não vê risco de rompimento com Abilio. O parlamentar destacou que mantém diálogo com o prefeito, embora reconheça que os dois tenham divergências pontuais.
“Independentemente do resultado da eleição, a relação com o prefeito continua tranquila. Temos um diálogo muito bom. A gente tem algumas opiniões diferentes, mas, na maioria das vezes, chega a um acordo pelo bem da sociedade. Não vejo dificuldade em manter uma relação harmoniosa com a Prefeitura”, declarou.
Ilde também afastou a tese de que sua candidatura represente uma chapa de oposição ao Executivo. Ele afirmou que não há motivo para isso e avaliou que Abilio ainda está em um processo de reorganização da administração municipal, após assumir uma Prefeitura com dificuldades financeiras.
“Não seria uma chapa de oposição, até porque não há motivo para isso. Não tem operação policial, ele está arrumando a casa. Foi um ano difícil, com orçamento baixo, e ele pegou a Prefeitura endividada. Acredito que, nos próximos meses, vão aparecer os resultados das promessas que ele fez”, afirmou.
O parlamentar, no entanto, fez uma ressalva. Segundo ele, eventual atrito com o Executivo só poderá ocorrer se houver interferência direta do prefeito na eleição da Mesa Diretora.
“Só haverá atrito ou sequela se ele se intrometer diretamente na eleição da Mesa, usando a máquina ou fazendo conversas não republicanas, o que não acredito que vá ocorrer, porque também não é o perfil do Abilio”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de traições dentro do grupo que articula sua candidatura, Ilde afirmou estar confiante nos apoios construídos até agora. Ele citou o vereador Eduardo Magalhães, apontado como vice-presidente na composição, e disse confiar no compromisso firmado.
“Dentro do grupo que se formou, não acredito em traição. Estou confiante em quem acredita no projeto. Eduardo é o vice-presidente, e não acredito que ele vá trair, pelo caráter dele”, completou.
Fonte: leiagora




