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Homem é preso por estelionato em operação da Polícia Civil em Várzea Grande: veja os detalhes

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira, um homem de 41 anos durante o cumprimento de mandados judiciais em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. A ação incluiu dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, resultando na detenção do investigado, apontado como integrante de um grupo criminoso especializado em estelionato e lavagem de dinheiro.

A operação foi deflagrada após avanço das investigações que apuram a aplicação de golpes em diferentes cidades de Mato Grosso. Com o cumprimento das ordens judiciais, o suspeito foi localizado e encaminhado para a unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.

De acordo com informações da Polícia Civil, a ofensiva contou com equipes da Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Estelionato e Lavagem de Dinheiro, além da Delegacia de Estelionatos de Várzea Grande. O trabalho conjunto permitiu identificar a atuação do investigado em várias regiões do estado, com vítimas já confirmadas em Sorriso.

Somente nesse município, conforme apurado no inquérito, ao menos três vítimas foram formalmente identificadas. O prejuízo causado pelos golpes, até o momento, se aproxima de R$ 200 mil, valor que pode crescer à medida que novas vítimas forem localizadas. Mas como esse esquema funcionava e por que demorou a ser interrompido?

Segundo o delegado Thiago Meira, responsável pela investigação, a análise financeira revelou uma movimentação expressiva atribuída ao investigado. Em um período de dois anos, ele teria realizado transações que ultrapassam R$ 1 milhão, consideradas incompatíveis com a renda declarada, o que reforça a suspeita de lavagem de dinheiro.

Investigação aponta ligação com facção criminosa

As apurações também indicam que o homem preso atuava a mando de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. Essa ligação teria facilitado tanto a execução dos golpes quanto a circulação dos valores obtidos de forma ilícita, ampliando o alcance das fraudes.

O histórico criminal do investigado chamou a atenção dos policiais. Ele já respondeu por outros delitos, incluindo roubo, o que pesou na representação pela prisão preventiva. Para os investigadores, o conjunto de indícios demonstra risco de continuidade das práticas criminosas caso ele permanecesse em liberdade.

Mas quantas pessoas ainda podem ter sido prejudicadas? Essa é uma das perguntas centrais da investigação neste momento. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que existam outras vítimas que ainda não registraram ocorrência, seja por desconhecimento do golpe ou por receio.

Próximos passos e orientação às possíveis vítimas

Com a prisão efetivada, a investigação entra agora em uma nova fase. “Seguiremos investigando o caso e buscando identificar outras vítimas e possíveis cúmplices do suspeito”, afirmou o delegado Thiago Meira, ao comentar os desdobramentos da operação.

A Polícia Civil orienta que pessoas que suspeitem ter sido alvo de golpes semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registrar ocorrência e colaborar com as investigações. As informações, segundo a corporação, são essenciais para dimensionar o alcance do esquema e responsabilizar todos os envolvidos.

As ações fazem parte do esforço contínuo das forças de segurança no combate a crimes de estelionato e lavagem de dinheiro no estado, conforme informações repassadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Fonte: cenariomt

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