Saúde

Governo libera R$ 900 mil para combate à Chikungunya em Dourados

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2026

O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 900 mil para intensificar as ações de combate à Chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O valor será repassado em parcela única, diretamente do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal.

De acordo com a pasta, os recursos poderão ser utilizados em estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes de atendimento.

A medida integra um conjunto de ações já em andamento, incluindo a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Essas armadilhas utilizam recipientes com tecido impregnado de larvicida, permitindo que o próprio mosquito ajude a espalhar o produto em outros criadouros, interrompendo o ciclo de reprodução.

Agentes municipais também passaram por capacitação técnica, com foco no uso dessas novas tecnologias de controle vetorial.

Outra frente de atuação envolve a busca ativa em territórios indígenas da região. A iniciativa, realizada em parceria entre a Força Nacional do SUS e a Secretaria de Saúde Indígena, já contabiliza 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Força-tarefa

Na última semana, o Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para coordenar as ações federais de enfrentamento à doença. A estrutura deve ser levada posteriormente ao território, ampliando a integração entre equipes técnicas, gestores e órgãos públicos.

Desde o início de março, agentes de saúde realizaram visitas a mais de 2,2 mil residências em aldeias da região. As atividades incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas.

Também foi autorizada, em caráter emergencial, a contratação temporária de 20 agentes de combate a endemias, com expectativa de início das atividades nas próximas semanas.

Mobilização

A Força Nacional do SUS atua no município desde 18 de março, com uma equipe de 34 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, direcionados às áreas mais afetadas.

A mobilização ocorreu após a emissão de um alerta epidemiológico diante do aumento de casos de arboviroses na região.

Doença

A Chikungunya é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti. O vírus chegou ao continente americano em 2013 e, desde então, se espalhou por diversos países.

No Brasil, a doença foi confirmada em 2014 e atualmente apresenta transmissão em todos os estados. Em 2023, houve expansão significativa dos casos, especialmente na região Sudeste.

Entre os principais sintomas estão dor intensa nas articulações e inchaço, podendo haver complicações mais graves que exigem internação e, em casos extremos, podem levar à morte.

Fonte: cenariomt

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