O governador Mauro Mendes afirmou que o decreto federal que visa restringir a atuação da polĂcia no paĂs, publicado no fim de dezembro pelo Governo Federal, representa uma inversĂŁo de valores: ao invĂ©s de coibir as organizações criminosas, contĂ©m a atuação das forças de segurança.
“Esse decreto Ă© um salvo-conduto para as ações criminosas, porque os policiais nĂŁo podem responder de forma mais enĂ©rgica. O decreto, em vários momentos, deixa transparecer essa preocupação de conter a atuação da PolĂcia Militar”, afirmou, em entrevista Ă Jovem Pan News, nesta segunda-feira (06.01).
Mauro afirmou que as Secretarias de Segurança Pública dos estados já adotam protocolos de atuação que dispõem que as forças de segurança não devem atuar com a força máxima antes de tentar outras alternativas.
Já as regras impostas pelo Governo Federal sobre o uso da arma de fogo, conforme o governador, são mais restritivas e visam coibir a atuação das forças de segurança.
Entre as restrições impostas pelo decreto estĂŁo a proibição do uso da arma de fogo em casos que envolvam veĂculos que desrespeitem bloqueio policial.
“Se o criminoso romper uma barreira policial, ele nĂŁo pode ser abordado com uma força mais rigorosa. O traficante pode encher um carro de droga e romper a barreira. E a polĂcia vai fazer o quĂŞ? Sair em alta velocidade sem poder atirar? Eu nĂŁo concordo com isso. Temos que ser mais duros para combater as facções. Precisamos de leis duras, inteligentes, objetivas, que possam realmente penalizar essas organizações criminosas”, afirmou.
O governador ainda destacou que, apesar dos Estados não serem obrigados a aderir ao decreto, o Governo Federal impôs a adoção às novas regras como condicionante para repasse de recursos para a Segurança Pública.
Em 2024, o orçamento estadual para a Segurança Pública foi de R$ 4 bilhões, enquanto o valor do repasse feito pelo Ministério da Justiça foi de R$ 40 milhões, ou seja, o equivalente a 1%.
“Vincular recursos foi, no mĂnimo, deselegante por parte do Governo Federal, porque a contribuição que ele dá para os Estados Ă© muito pequena. Qualquer recurso Ă© válido, claro, mas o MinistĂ©rio nĂŁo poderia fazer essa abordagem. NĂłs queremos receber recursos, sim, mas nĂŁo Ă© por causa de um pouquinho de recurso que vamos mudar a nossa estratĂ©gia aqui em Mato Grosso”, finalizou.
Fonte: gazetamt





