A Operação Carbono Oculto, realizada nesta quinta-feira (28) em oito estados, expôs o esquema bilionário comandado por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava no setor de combustíveis em todo o Brasil, causando prejuízos superiores a R$ 7,6 bilhões.
Segundo a Receita Federal e autoridades policiais, o grupo realizava práticas ilegais como importação irregular, adulteração e distribuição de gasolina e etanol. Mais de 300 postos já foram identificados como envolvidos, mas estimativas apontam que até 2.500 estabelecimentos em São Paulo possam ter sido impactados.
Essa não é a primeira vez que “Beto Louco” aparece em investigações. Em maio deste ano, ele foi alvo da Operação Barril Vazio, em Mato Grosso, que apurou fraudes fiscais e documentais capazes de gerar perdas anuais de R$ 500 milhões. À época, o Ministério Público denunciou o uso de fundos de investimento, notas promissórias fictícias e propriedades adquiridas com documentos falsos para ocultar patrimônio e manter o controle de empresas.
As investigações também encontraram indícios de ligação com o PCC, que teria utilizado fundos de investimento para lavar dinheiro, adquirir imóveis de luxo, usinas e até um terminal portuário.
Na operação mais recente, cerca de 1.400 agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão em cidades como Diamantino, Feliz Natal, Primavera do Leste e Rondonópolis (MT), além de municípios de São Paulo e outras regiões do país.
Fonte: cenariomt