A Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, vai receber reforço de peso na guerra travada contra a extração clandestina de ouro.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública deu o aval para que tropas da Força Nacional ocupem a área pelos próximos 180 dias, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (7).
A reserva vive um cenário crítico: dados da Operação Amazônia Nativa (Opan) apontam o território como o líder nacional em alertas de garimpo ilegal. Para piorar o quadro, as investigações apontam que a invasão de maquinários pesados passou a ser impulsionada e financiada nos últimos dois anos por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Guerra de trincheiras e prejuízo de R$ 93 milhões
A chegada das forças federais busca dar fôlego ao cerco ambiental e policial que já vinha sufocando o caixa dos garimpeiros. Desde o mês de março, os órgãos de fiscalização realizaram mais de 1.090 intervenções no território, resultando na destruição e apreensão de equipamentos avaliados em R$ 93,3 milhões.
Como vai funcionar a ocupação?
A operação faz parte do Plano Amas (Amazônia: Segurança e Soberania) e vai funcionar sob um desenho institucional integrado:
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Na linha de frente: Tropas da Força Nacional atuando junto com forças de segurança federais e polícias estaduais de Mato Grosso;
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Nos bastidores: A Funai fica encarregada da infraestrutura e apoio logístico para manter os agentes embrenhados na mata;
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O efetivo: Será dimensionado pela Diretoria da Força Nacional conforme a inteligência mapear os pontos de calor do garimpo.
A ordem de envio das tropas tem validade imediata a partir da publicação.
Fonte: cenariomt





