Lucas do Rio Verde

Ferramenta inovadora combate dengue em Lucas do Rio Verde com ovitrampas

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Uma nova estratégia no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti começa a ganhar força em Lucas do Rio Verde. A Vigilância em Saúde promoveu, nesta quinta-feira (26), no auditório do Espaço Saúde, a capacitação dos agentes de combate a endemias para implantação das ovitrampas — armadilhas utilizadas para monitorar a presença e a densidade do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

As ovitrampas consistem em um recipiente escuro com água, levedo de cerveja (que funciona como atrativo) e uma palheta de eucatex, onde a fêmea deposita os ovos. O material é recolhido após cinco dias para contagem em laboratório, permitindo identificar áreas com maior infestação e direcionar ações mais assertivas.

Experiência positiva em Sorriso

A agente de combate a endemias de Sorriso, Elaine de Lara, apresentou os resultados já obtidos no município vizinho, que foi um dos primeiros do estado a implantar a ferramenta.

“Sorriso começou com 19 ovitrampas e hoje já tem 541 instaladas. Só no último ciclo retiramos 24 mil ovos de circulação. Em janeiro do ano passado tínhamos coletado 1.140 larvas. Neste ano, no mesmo período, foram 441. Houve uma queda significativa”, destacou.

Segundo ela, a aceitação da população foi praticamente total, fator decisivo para o sucesso da estratégia.

Implantação em Lucas do Rio Verde

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Cláudia Engelmann, a ferramenta chega para complementar o trabalho já realizado pelos agentes, que continuam visitando os imóveis a cada dois meses.

“Vamos identificar exatamente onde estão as áreas de maior risco e concentrar nossas ações nesses pontos. Às vezes o agente está atuando em uma região enquanto outra apresenta maior infestação. A ovitrampa nos dá esse direcionamento”, explicou.

A previsão é iniciar a instalação já na próxima semana, começando pelo bairro Vida Nova e, na sequência, pelo Jardim Amazônia — regiões que concentram maior número de casos suspeitos no momento. A meta é instalar cerca de 270 armadilhas e expandir gradativamente para todo o município.

Cláudia também reforçou a importância da participação da população, já que as armadilhas são instaladas dentro das residências. “Precisamos da parceria dos moradores para que o agente possa instalar e depois recolher o material.”

Ela lembrou ainda que, mesmo com a previsão de chegada da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, o combate ao mosquito deve continuar. “Temos também chikungunya e zika. Não podemos relaxar.”

Monitoramento em laboratório

Após a coleta, o material é encaminhado ao laboratório de microbiologia do município. Segundo Simone Silva Caetano, responsável pelo setor, as palhetas passam por secagem e, posteriormente, são analisadas com auxílio de lupa.

“Fazemos a contagem dos ovos e registramos no sistema do Ministério da Saúde, o ‘Conta Ovos’. Acima de 120 ovos já consideramos a palheta positiva, indicando que aquela área precisa de uma intervenção mais intensa”, explicou.

Com base nesses dados, a Vigilância em Saúde poderá agir de forma mais rápida e estratégica, retirando ovos do ambiente antes que se transformem em novos focos do mosquito.

A expectativa é que, assim como ocorreu em Sorriso, Lucas do Rio Verde alcance resultados positivos e reduza significativamente os índices de infestação do Aedes aegypti nos próximos meses.

Fonte: cenariomt

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