Mato Grosso

Feminicídio em Mato Grosso: Estado atinge recorde em 4 anos e amplia rede de proteção às mulheres

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Mato Grosso retrocedeu nos índices de violência de gênero em 2025. Após três anos de relativa estabilidade, o estado contabilizou 53 mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres.

O número não apenas supera os registros de 2021 a 2024, como mantém o estado em um alerta crítico: Mato Grosso carrega o peso de ter a maior taxa proporcional de feminicídios de todo o Brasil.

O levantamento do Observatório Caliandra revela uma falha persistente na proteção preventiva: quase 90% das vítimas (46 das 53) não possuíam medidas protetivas quando foram mortas. Isso sugere que a violência ocorreu “dentro de casa” e em silêncio, sem que o sistema de segurança fosse acionado antes do crime fatal.

A geografia do crime aponta Sinop como a cidade mais perigosa para as mulheres no último ano, superando inclusive a capital, Cuiabá. Além disso, o perfil dos assassinos confirma que o perigo mora ao lado: em mais da metade dos casos, o agressor era o atual companheiro da vítima.

  • Pico de ocorrências: Mês de junho (10 casos).
  • Horário crítico: Noite (25 registros).
  • Dia da semana: Quinta-feira (17 mortes).

A resposta institucional

Diante da escalada da violência, o Governo Estadual mudou a estratégia em novembro, criando um Gabinete de Enfrentamento específico. A ideia é atacar o problema em três frentes:

  1. Independência Financeira: O auxílio “Ser Família Mulher” subiu para R$ 800. O objetivo é dar recursos para que a mulher consiga pagar um aluguel e sair da casa do agressor imediatamente.
  2. Prevenção Escolar: O tema da violência doméstica passou a ser obrigatório no currículo do Ensino Médio, visando quebrar o ciclo de abuso desde a juventude.
  3. Presença Policial: A Patrulha Maria da Penha saltou de apenas duas unidades para 41, buscando interiorizar o atendimento especializado que antes ficava restrito aos grandes centros.

O cenário em Mato Grosso acompanha uma alta nacional, mas com uma intensidade local que exige urgência. Enquanto no Brasil o aumento foi de 1,45%, o estado lida com um dos seus anos mais letais da década para o público feminino.

Fonte: cenariomt

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