Notícias

Desmatamento acelerado: Amazônia perdeu 1,9 milhão de hectares de superfície de água devido ao El Niño, revela estudo do MapBiomas

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026
.amazonia-card-container { max-width: 650px; margin: 20px auto; border: 1px solid #dcdcdc; border-radius: 12px; overflow: hidden; box-shadow: 0 4px 15px rgba(0, 0, 0, 0.08); font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, “Segoe UI”, Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, sans-serif; background-color: #ffffff; color: #2c3e50; } .amazonia-media-wrapper { position: relative; width: 100%; padding-top: 56.25%; /* Proporção 16:9 */ background-color: #000000; } .amazonia-media-wrapper video { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; object-fit: cover; } .amazonia-content { padding: 24px; } .amazonia-title { margin: 0 0 18px 0; font-size: 20px; font-weight: 700; color: #1b4332; line-height: 1.3; border-bottom: 2px solid #e9ecef; padding-bottom: 10px; } .amazonia-stats-list { list-style: none; padding: 0; margin: 0; } .amazonia-stat-item { display: flex; align-items: flex-start; margin-bottom: 14px; font-size: 15px; line-height: 1.5; } .amazonia-stat-item:last-child { margin-bottom: 0; } .amazonia-bullet { display: inline-block; min-width: 10px; height: 10px; background-color: #2d6a4f; border-radius: 50%; margin-right: 12px; margin-top: 6px; } .amazonia-highlight { font-weight: 700; color: #d90429; } .amazonia-badge { display: inline-block; background-color: #e8f5e9; color: #1b4332; font-size: 12px; font-weight: 600; padding: 4px 8px; border-radius: 4px; margin-bottom: 12px; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.5px; }
Dados Ambientais

Impactos e transformações na Amazônia

  • A superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo.
  • O bioma perdeu 14% de sua vegetação nativa.
  • A área ocupada por pastagens e agricultura saltou para 65,3 milhões de hectares.

Um levantamento inédito da rede MapBiomas revela um cenário alarmante para o maior bioma do Brasil. Segundo o estudo, no trimestre entre setembro e novembro de 2024, período em que o fenômeno El Niño atingiu o país, a Amazônia registrou um déficit de 1,9 milhão de hectares de superfície de água em relação à sua média histórica (1985-2025).

A redução drástica da água não aconteceu por acaso. Durante o mesmo período, os pesquisadores identificaram que a temperatura máxima na região ficou 2,6 °C acima da média, enquanto o volume de chuvas foi 27% inferior ao normal.

Segundo especialistas da rede MapBiomas, esse “combo” climático aumenta a evaporação, fazendo com que o solo perca umidade mais rápido e a vegetação sofra um forte estresse hídrico. O impacto é visível na redução dos níveis dos rios, o que trava o transporte fluvial, dificulta o acesso à água potável e prejudica a pesca.

A extensão da crise hídrica é tão vasta que atingiu quase todas as áreas habitadas da região amazônica. Cerca de 93% das localidades analisadas pelo estudo — mais de 5,2 mil pontos, entre cidades, vilas e terras indígenas — ficaram a uma distância de no máximo 5 quilômetros de áreas que perderam superfície de água.

No total, 38% das localidades existentes na Amazônia foram classificadas em estado de “alta exposição à seca”. Entre os pontos mais críticos do bioma, destaca-se a localidade de Monte Real, em Mato Grosso, que registrou um dos cinco maiores déficits de chuva da Amazônia, com -351,9 mm/mês abaixo do esperado.

Alerta para o final de 2026

O relatório serve como um aviso urgente para o futuro próximo. Previsões meteorológicas indicam uma alta probabilidade de um novo El Niño atingir a categoria de “muito forte” no último trimestre de 2026. Modelos climáticos já preveem chuvas abaixo da média e temperaturas até 1 °C acima do normal para esse período.

A vulnerabilidade atual da Amazônia também é reflexo de décadas de mudança no uso do solo. Entre 1985 e 2025, o bioma perdeu 14% de sua vegetação nativa (53,9 milhões de hectares). No mesmo intervalo, a área ocupada pela agropecuária saltou de 12,1 milhões para 65,3 milhões de hectares, o que altera o equilíbrio natural e deixa a região mais exposta a eventos climáticos extremos.

Fonte: primeirapagina

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.