A atual administração do Condomínio Parque Chapada dos Buritis, em Várzea Grande, entrou na Justiça contra integrantes de gestões anteriores e uma empresa administradora, apontando uma série de supostas irregularidades financeiras, administrativas e estruturais. A ação pede ressarcimento dos prejuízos que forem comprovados e a responsabilização dos envolvidos.
O processo foi ajuizado na 2ª Vara Cível de Várzea Grande pelo condomínio, representado pelo advogado Miguel Zaim. A ação é classificada como de responsabilidade civil por má gestão e malversação de recursos condominiais, cumulada com ressarcimento de danos materiais, entrega e exibição de documentos e tutela de urgência.
Segundo a petição, a atual gestão assumiu efetivamente a administração em maio deste ano e afirma ter encontrado a conta principal do condomínio com apenas R$ 900, o Fundo de Reserva zerado e mais de R$ 88 mil em dívidas com água, gás, impostos e fornecedores.
Outro ponto questionado envolve recursos arrecadados especificamente para despesas com caminhões-pipa. Conforme os cálculos apresentados na ação, entre julho de 2025 e abril deste ano foram arrecadados R$ 187,4 mil, enquanto as despesas registradas somaram R$ 95,7 mil, deixando uma diferença aparente de R$ 91,7 mil que a atual administração quer esclarecer.
A ação também aponta problemas na conservação do residencial. Uma vistoria do Corpo de Bombeiros, realizada em março, teria reprovado a edificação e identificado, entre outros pontos, extintores despressurizados, luminárias de emergência sem funcionamento, falta de mangueiras de hidrantes e o sistema de alarme de incêndio inoperante em todos os blocos.
Há ainda questionamentos sobre contratos firmados pela administração anterior. A petição aponta possível conflito de interesses pelo fato de a Planserv atuar simultaneamente como administradora e prestadora de serviços terceirizados de portaria, limpeza, ronda e zeladoria. Também são mencionadas sobreposições de serviços e falhas de fiscalização de obras. Além disso, a Planserv tinha em suas planilhas os pagamentos referentes a 17 trabalhadores terceirizados, mas apenas 11 compareciam ao condomínio, de fato.
Fonte: Olhar Direto





