Purê em São Paulo, batata palha e ovo codorna no Rio de Janeiro, vinagrete no Sul e combinações generosas em Mato Grosso: o cachorro-quente pode parecer um lanche simples, mas basta atravessar algumas fronteiras para descobrir que ele está longe de ter uma receita única.
Nesta quarta-feira (9), Dia Mundial do Cachorro-Quente, o Primeira Página te mostra as versões mais diferentes de combinações para esse lanche no Brasil.
A história do lanche que hoje é chamado de cachorro-quente começa bem longe do Brasil: por volta de 1852, em Frankfurt, na Alemanha, um açougueiro teria batizado as salsichas que fazia em referência ao cachorro da raça Dachshund, conhecido pelo corpo comprido e pelas pernas curtas. A semelhança entre o formato do animal e o da salsicha teria ajudado a popularizar a associação.
Décadas depois, o imigrante alemão Charles Feltman levou a ideia para Coney Island, em Nova Iorque, e passou a vender a salsicha dentro de um pão, acompanhada de molhos. A combinação se espalhou e se transformou em um fenômeno mundial.
Hoje, o mercado global de cachorro-quente movimenta mais de US$ 86 bilhões, segundo a Fortune Business Insights.
Cachorro-quente no Brasil 🌭
Foi só em 1926 que o lanche teria ganhado espaço em território brasileiro, quando o empresário Francisco Serrador passou a vender cachorro-quente nos cinemas da Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro.
A novidade fez tanto sucesso que, dois anos depois, inspirou os compositores Lamartine Babo e Ary Barroso a criarem uma marchinha de carnaval chamada “Cachorro-Quente”.
Depois da Segunda Guerra Mundial, com a influência cada vez maior da cultura norte-americana, o lanche se popularizou de vez entre os brasileiros.
No Brasil, o lanche ganhou uma das suas principais características: a capacidade de mudar completamente de acordo com a região.
Afinal, o que vai no cachorro-quente brasileiro? 🔎
No Rio de Janeiro, o ovo de codorna e o queijo parmesão são um dos ingredientes que mais chamam atenção e, para muita gente, são indispensáveis.
Já em São Paulo, milho, batata palha e purê de batata aparecem com frequência na montagem. No Sul do país, vinagrete e maionese entram na disputa pelos ingredientes favoritos.
Em Mato Grosso, a criatividade também fala alto: é comum encontrar versões caprichadas, com molho, queijo, milho, batata palha e outros acompanhamentos que praticamente transformam o pão com salsicha em uma refeição completa.
O cachorro-quente muda de acordo com a região
Do bacon ao tucupi, cada lugar encontrou um jeito diferente de montar um dos lanches mais populares do país.
Purê de batatas, milho, ervilha, vinagrete e muita batata-palha.
Ovo de codorna, uva-passa, azeitona e queijo parmesão ralado.
Milho verde ou creme de milho, acompanhado de cubos de bacon.
Carne moída, frango desfiado e um toque marcante de azeite de dendê.
Molho de tucupi, jambu e repolho servidos no pão de leite.
Pão francês, salsicha estilo alemão e chucrute.
O famoso “passaporte”, com carne moída e frango desfiado em pão macio.
É justamente essa liberdade para montar o lanche que faz do cachorro-quente um dos exemplos mais curiosos da diversidade gastronômica brasileira. A base pode ser a mesma, mas o resultado muda conforme o lugar e até conforme o gosto de cada família.
Fonte: primeirapagina





