As primeiras linhas de expressão costumam surgir por volta dos 30 anos, mas genética, exposição solar e hábitos diários podem acelerar esse relógio biológico. Entre os fatores menos lembrados está a alimentação.
A ciência já mostrou que o que vai ao prato influencia inflamação, hidratação, produção de colágeno e defesa contra radicais livres — moléculas instáveis que danificam células e favorecem o envelhecimento precoce.
Quando faltam vitaminas, minerais e gorduras boas, a pele tende a perder viço, elasticidade e capacidade de reparo. Já uma dieta equilibrada pode funcionar como um cuidado de dentro para fora.
Veja os nutrientes e alimentos mais interessantes para preservar a aparência saudável da pele.
O que incluir na dieta
1. Antioxidantes
São a linha de defesa contra o estresse oxidativo, processo ligado ao surgimento de rugas, manchas e perda de firmeza. A vitamina C merece destaque por participar da síntese de colágeno e ajudar na proteção contra danos dos raios ultravioletas do sol. Vitaminas A e E também entram nesse time.
O que comer: frutas cítricas, morango, kiwi, acerola, goiaba, cenoura, batata-doce, folhas verde-escuras, ovos e oleaginosas.
2. Selênio
Esse mineral participa da proteção celular e do equilíbrio antioxidante do organismo. Também está ligado à regeneração tecidual e pode colaborar na recuperação da pele após inflamações como em casos de acne e eczema.
O que comer: castanha-do-pará, peixes, frutos do mar, carnes magras e grãos integrais.
3. Licopeno
Pigmento natural presente em frutas avermelhadas, o licopeno tem potente ação antioxidante. Estudos sugerem que ele pode ajudar a reduzir danos provocados pela radiação ultravioleta e contribuir para uma pele menos sensibilizada.
O que comer: tomate, melancia, goiaba rosa e toranja.
4. Proteínas e colágeno
O colágeno é a principal proteína estrutural da pele, responsável por firmeza e elasticidade. Sua produção cai naturalmente com a idade. Consumir proteínas adequadas e nutrientes cofatores ajuda o corpo a continuar fabricando essa estrutura.
O que comer: frango, peixes, ovos, feijões, lentilha e vegetais variados.
5. Ômega 3
Esse tipo de gordura saudável tem efeito anti-inflamatório e pode beneficiar a barreira cutânea, importante para manter hidratação e proteção. Além disso, é associado a menor ressecamento e melhor recuperação da pele.
O que comer: sardinha, salmão, atum, linhaça, chia e nozes.
6. Água
Nenhum cosmético substitui o básico: hidratação adequada. A água participa do transporte de nutrientes, circulação sanguínea e funcionamento celular. Contribui ainda com o processo de desintoxicação do corpo ao eliminar toxinas e resíduos. Quando o corpo está desidratado, a pele tende a parecer opaca, ressecada e com linhas mais aparentes.
O que é melhor evitar
- Açúcar em excesso: O consumo elevado favorece inflamação e um processo chamado glicação, em que moléculas de açúcar danificam colágeno e elastina. O resultado é uma pele menos firme e um envelhecimento acelerado.
- Álcool: Além de aumentar risco de desidratação, o álcool pode prejudicar o sono, elevar inflamação e afetar a capacidade de regeneração do organismo. Na pele, isso costuma aparecer como aspecto cansado e ressecamento.
- Gorduras saturadas em excesso: Quando associadas a uma dieta desequilibrada, podem favorecer estresse oxidativo e inflamação sistêmica. Isso repercute também na saúde cutânea.
- Ultraprocessados: Refrigerantes, embutidos, biscoitos industrializados, fast-food e refeições prontas concentram açúcar, sódio, aditivos e gorduras de baixa qualidade. O consumo frequente desses produtos costuma andar junto com piora global da saúde — e a pele costuma refletir isso.
Hábitos saudáveis fazem diferença para a pele
Nenhum alimento sozinho faz milagres. O envelhecimento cutâneo depende de um conjunto de fatores.
Alguns hábitos com impacto positivos são:
- Usar protetor solar diariamente;
- Não fumar;
- Dormir bem, de preferência de 7 a 8 horas de sono;
- Controlar o estresse;
- Praticar atividade física regular;
- Manter rotina de cuidados adequada ao tipo de pele;
- Consultar dermatologista quando necessário.
*Com informações de reportagem publicada em 12/12/2023
Fonte: uol





