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Descubra o segredo do tacacá: um caldo que faz a boca formigar!

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2026

Ele chega quente, servido em uma cuia, tem camarão, um caldo amarelo e uma erva que pode deixar a boca formigando. Para quem experimenta pela primeira vez, a sensação pode ser curiosa. Para quem conhece a culinária amazônica, é tradição: estamos falando do tacacá.

De origem indígena e típico da Região Norte do Brasil, o tacacá é um caldo preparado com tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão seco. Conforme o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o prato é tradicionalmente vendido por tacacazeiras em barracas de rua e costuma ser consumido no fim da tarde.

E existe um detalhe que faz toda a diferença: cada parte da receita é preparada separadamente e a montagem acontece somente na hora de servir, diretamente na cuia ou na tigela.

O que vai no tacacá?

A receita começa pelo tucupi, caldo extraído da mandioca-brava. Para preparar a base, são necessários 2 litros de tucupi, quatro dentes de alho amassados, quatro folhas de chicória-do-Pará, quatro pimentas-de-cheiro picadas e uma colher de chá de sal.

Para a goma, são usadas uma xícara de goma de mandioca e 1 litro de água. Já o acompanhamento leva dois maços de jambu e 500 gramas de camarão seco salgado.

Primeiro vem o tucupi

O tucupi deve ser colocado em uma panela média junto com o alho, a chicória-do-Pará, a pimenta-de-cheiro e o sal. Depois que o caldo levantar fervura, o fogo deve ser reduzido. A panela fica tampada por cerca de 30 minutos, tempo necessário para que os sabores sejam apurados.

Camarão e jambu são preparados separadamente

Os camarões secos devem ter a cabeça e as patinhas retiradas. Depois, precisam ser bem lavados e fervidos em água por cinco minutos, procedimento que ajuda a retirar parte do sal. Após escorrer, eles ficam reservados.

O jambu é preparado em outra panela. As folhas são colocadas em água fervente e cozidas por 10 a 15 minutos, até que os talos fiquem macios. Depois, basta escorrer e reservar.

É justamente o jambu que dá ao tacacá uma das características mais curiosas do prato: a sensação de leve dormência ou formigamento na boca.

O segredo da goma

A goma de mandioca precisa ser dissolvida primeiro em um copo de água fria. Esse cuidado evita que ela empelote durante o preparo.

O restante do litro de água deve ser levado ao fogo até ferver. Em seguida, a goma dissolvida é despejada na água quente aos poucos, enquanto a mistura é mexida sem parar.

O cozimento continua em fogo baixo, até que a goma fique com a aparência de um mingau bem grosso e transparente.

A hora mais importante: montar o tacacá

A montagem é individual e deve ser feita diretamente na cuia ou na tigela. Primeiro, entra uma pequena concha de tucupi bem quente. Depois, uma boa colherada da goma transparente.

Por cima, são colocadas algumas folhas de jambu e os camarões. Para finalizar, mais tucupi quente é adicionado até quase completar a cuia, e o tacacá deve ser servido imediatamente.

E como se come?

O tacacá não é consumido com colher. O caldo é tomado diretamente da cuia, enquanto o camarão e o jambu são retirados com um pequeno palito de madeira.

A força do camarão brasileiro

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), a produção nacional de camarão cultivado chegou a cerca de 225 mil toneladas em 2025. Somada à pesca extrativa, estimada em aproximadamente 25 mil toneladas, a atividade movimenta mais de 250 mil toneladas do crustáceo por ano.

Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a carcinicultura brasileira alcançou 146,8 mil toneladas em 2024.

Fonte: primeirapagina

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