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Descubra o segredo das cores do Aquário Municipal de Cuiabá: a ciência por trás do bem-estar dos animais

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O Aquário Municipal Justino Malheiros, localizado no Complexo Biocultural do Porto, Cuiabá, vai muito além de ser um dos pontos turísticos mais visitados da capital. Com acesso gratuito, o espaço funciona como um centro de educação ambiental que abriga a biodiversidade da Amazônia, Pantanal e Cerrado, sustentado por uma rotina técnica rigorosa que garante a saúde de seus habitantes. Sob a supervisão de uma equipe especializada composta por médico-veterinário e biólogo, cada detalhe — da química da água à dieta específica de cada espécie — é monitorado para assegurar o bem-estar animal.

A manutenção da qualidade de vida nos 22 recintos, que somam cerca de 360 mil litros de água, envolve um processo minucioso de análise química diária. Parâmetros como pH, amônia e nitrito são verificados antes da abertura ao público para garantir um ambiente estável. Para manter o equilíbrio biológico, são realizadas Trocas Parciais de Água (TPAs), com o apoio de mergulhadores que aspiram a matéria orgânica do fundo dos tanques. Esse esforço técnico reflete em resultados positivos: no último ano, o índice de perda de animais foi inferior a 5%, sendo a maioria por causas naturais.

A alimentação é outro pilar estratégico do aquário. Cada peixe recebe uma dieta personalizada: espécies carnívoras consomem rações com alto teor proteico, enquanto onívoros, como a piraputanga, recebem misturas balanceadas que respeitam seus hábitos naturais. Além da nutrição, o controle sanitário é rígido; o local não aceita doações de populares para evitar riscos biológicos. Novos animais devem possuir documentação legal, como a Guia de Transporte Animal (GTA), e passam por uma quarentena de até 40 dias antes de serem introduzidos nos tanques principais.

Para que a experiência seja positiva tanto para os visitantes quanto para os peixes, o aquário reforça normas essenciais de comportamento. Como a água propaga vibrações com facilidade, pede-se que o público mantenha o silêncio e evite bater nos vidros. O uso de flash em fotografias é estritamente proibido, já que os peixes não possuem pálpebras e a luz intensa causa estresse imediato. Ao seguir essas orientações, o visitante contribui para a preservação desse ecossistema vivo e transforma o passeio em um exercício de respeito à natureza.

Fonte: cenariomt

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