Não é nem um pouco difícil achar um café para tomar em Nova York. Só de Starbucks, a cidade conta mais de 200 unidades, grande parte delas distribuídas em Manhattan – em algumas partes da ilha, dá para literalmente encontrar um em cada esquina. Isso para não falar, é claro, de outras franquias que oferecem a bebida em todas as suas variações.
Mas encontrar uma cafeteria autêntica exige um pouco mais de busca por quem passa pela maior cidade dos Estados Unidos. Não é que a metrópole esteja carente de bons cafés, mas, no meio da correria, acaba sendo fácil ignorá-las e perder a chance de uma experiência diferente.
Para que isso não se repita, guarde cinco opções para conhecer na próxima vez que estiver passeando por NY.
1. Caffè Reggio
Onde fica: 119 MacDougal Street, no Greenwich Village, em Manhattan.
Às vésperas de completar 100 anos de funcionamento, a cafeteria fundada em 1927 é repleta de história para contar: o Reggio é reputado como o local que apresentou o cappuccino aos Estados Unidos, com a receita trazida pelo próprio fundador do espaço, Domenico Parisi, um imigrante de Reggio Calabria, que originalmente tinha instalado uma barbearia no prédio. Segundo a história mais tradicional, Parisi decidiu mudar de ramo ao ver que seus clientes frequentavam o espaço mais pelo espresso que ele oferecia durante o serviço do que sua destreza com as tesouras.
Quem passa pelo café também encontra itens históricos que incluem um banco que teria pertencido à poderosa família Medici, uma pintura que supostamente veio da escola de Caravaggio e uma máquina de espresso original mais antiga que a própria casa, datada de 1902. O Caffè Reggio também foi cenário de diferentes clássicos do cinema, com destaque para ‘O Poderoso Chefão: Parte II’, de 1974. Saiba mais.
2. Veniero’s Pasticceria & Caffè
Onde fica: 342 East 11th Street, no East Village, em Manhattan.
Se tradição é o que você busca, o que dizer de uma cafeteria que há cinco gerações é administrada pela mesma família? É o caso desse estabelecimento fundado em 1894 por Antonio Veniero e ainda hoje nas mãos de descendentes que carregam o mesmo sobrenome.
O espaço em si, com vitrais no teto, piso de mosaico e lustres históricos preservados, já é uma atração à parte. E vale muito explorar o lado “pasticceria” (confeitaria) desse café, considerado uma referência nova-iorquina quando o assunto é cannoli e cheesecake. Saiba mais.
3. Abraço
Onde fica: 81 East 7th Street, no East Village, em Manhattan.
O nome é esse mesmo, em português – uma referência ao samba “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil. Fundado em 2007, é um local com uma pegada mais de café de balcão: o espaço é bem pequeno e praticamente não há lugar para sentar, mas isso ajuda a criar um fluxo contínuo que, ao longo de duas décadas, transformou a cafeteria em uma verdadeira instituição do East Village.
Além do espresso (tradicional, com torrefação própria, sem muita frescura), um acompanhamento tratado como unanimidade é o olive oil cake, item obrigatório para uma experiência completa na casa. Saiba mais.
4. Devoción
Onde fica: 148 Grand Street, em Williamsburg, no Brooklyn (unidade original).
O autoproclamado “café mais fresco” de Nova York se esforça para justificar o título: suas bebidas são elaboradas com grãos verdes importados da Colômbia, torrados poucos dias após a colheita. Fundado em 2006 em Williamsburg, o Devoción deixou de ser um tesouro escondido no Brooklyn e já ganhou outras cinco unidades espalhadas pela cidade, inclusive em Manhattan.
Ainda assim, a empresa continua operando de forma independente, fora da lógica das grandes franquias, buscando um contato direto com os produtores sul-americanos em vez de recorrer a importadores intermediários. Saiba mais.
5. Hi:en From Vietnam
Onde fica: 121 Mott Street, na Chinatown, em Manhattan.
Em Chinatown e do ladinho do Lower East Side, o Hi:en é uma opção para curtir um estilo étnico da bebida com o qual estamos pouco familiarizados aqui no Brasil – o poderoso sabor do brew vietnamita. O lugar começou a fazer sucesso justamente pelo sabor intenso, que a fundadora Christmas Le já tentou comparar em entrevistas à mídia local: segundo ela, uma xícara do seu café equivale a “dois ou três espressos” padrão.
Vale conhecer por si mesmo o que tem de tão especial no café nada diluído vindo do sudeste asiático, em um ambiente adornado por pinturas na parede que explicam o título de “art café” escolhido para o local. Saiba mais.
Fonte: viagemeturismo





