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Descubra 4 causas surpreendentes da glicose alta que vão além da alimentação

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2026

Quando a glicose sobe, muita gente culpa imediatamente o pão, o doce ou o refrigerante. E faz sentido: carboidratos simples realmente têm forte impacto sobre o açúcar no sangue. Mas a alimentação está longe de ser a única responsável pelas oscilações glicêmicas.

Hormônios, medicamentos, noites mal dormidas e até o ciclo menstrual podem alterar o metabolismo da glicose, mesmo sem exageros à mesa.

A glicose funciona como principal combustível do organismo. Produzida pelo fígado e pelos rins ou obtida pela alimentação, ela abastece músculos, cérebro e outros órgãos. Mas para entrar nas células, depende da ação da insulina, hormônio responsável por “abrir a porta” celular para a entrada de energia.

Quando esse mecanismo falha, o açúcar permanece circulando no sangue em níveis elevados, aumentando o risco de pré-diabetes, diabetes tipo 2 e complicações metabólicas.

Além da dieta, veja quatro fatores que podem elevar a glicemia silenciosamente.

1. Alguns medicamentos

Certos remédios interferem diretamente no metabolismo da glicose. Entre os principais estão corticoides, antidepressivos, diuréticos, antibióticos e descongestionantes que contêm pseudoefedrina ou fenilefrina.

Essas substâncias podem estimular o fígado a liberar mais glicose na corrente sanguínea e ainda dificultar o uso desse açúcar pelas células. Na prática, sobra glicose circulando no organismo.

Os corticoides merecem atenção especial porque aumentam resistência à insulina e frequentemente elevam a glicemia mesmo em pessoas sem diagnóstico prévio de diabetes.

2. O período da manhã

Muita gente acorda com a glicose mais alta e isso nem sempre significa que exagerou na alimentação no dia anterior.

O fenômeno acontece porque nesse período ocorre o pico de liberação de hormônios que ajudam o corpo a despertar e produzir energia. Entre eles estão cortisol, adrenalina, hormônio do crescimento (GH) e hormônios sexuais —testosterona, para os homens, e o estradiol, para as mulheres.

Esse mecanismo, conhecido como “fenômeno do alvorecer”, aumenta naturalmente a produção de glicose pelo fígado.

Em pessoas saudáveis, a insulina costuma equilibrar rapidamente essa elevação. Já em quem tem diabetes ou resistência insulínica, os níveis podem permanecer altos ao acordar.

Por isso, a medição da glicemia em jejum continua sendo uma das ferramentas mais importantes para acompanhamento metabólico e ajuste de tratamento.

3. Menstruação e alterações hormonais

As oscilações hormonais do ciclo menstrual também podem mexer com o açúcar no sangue. Durante o período pré-menstrual, alterações em hormônios como progesterona podem aumentar resistência à insulina e dificultar o controle glicêmico.

Em mulheres com diabetes, isso pode provocar elevação temporária da glicose e exigir ajustes individualizados no tratamento. Já em quem não possui alterações metabólicas, o próprio organismo geralmente consegue compensar essas variações sem maiores impactos.

4. Dormir pouco

Poucas coisas bagunçam tanto o metabolismo quanto noites mal dormidas. A privação de sono aumenta a liberação de hormônios ligados ao estresse, especialmente cortisol e catecolaminas. O corpo interpreta a falta de descanso como um estado de alerta e reage liberando mais glicose na circulação.

Ao mesmo tempo, dormir mal favorece acúmulo de gordura visceral e resistência à insulina, combinação fortemente associada ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

O que ajuda a controlar a glicose?

Embora fatores hormonais e fisiológicos influenciem bastante, os pilares do controle glicêmico continuam relativamente simples:

Alimentação equilibrada;

Redução de ultraprocessados e bebidas açucaradas;

Atividade física regular;

Sono adequado;

Controle do estresse.

A prática de exercícios por pelo menos 30 minutos, de três a quatro vezes por semana, já ajuda o organismo a utilizar melhor a glicose e aumentar a sensibilidade à insulina.

*Com informações de reportagem publicada em 16/08/2021.

Fonte: uol

 

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