Economia

Desafios da Velhice: Conheça o Relógio da Longevidade e seus Impactos

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2026

A desigualdade social no Brasil também aparece de forma significativa durante a velhice. Segundo dados do Ministério da Previdência, seis em cada dez brasileiros com 60 anos ou mais dependem de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ficam fora desse grupo servidores públicos vinculados a regimes próprios, pessoas com previdência privada e idosos que continuam trabalhando para complementar a renda.

O programa O relógio financeiro da longevidade, do Caminhos da Reportagem, aborda os desafios financeiros enfrentados pela população idosa. A atração será exibida nesta segunda-feira (10), às 23h, na TV Brasil e no canal da emissora no YouTube.

Atualmente, o teto dos benefícios pagos pela Previdência pública é de R$ 8.475,55. Apesar disso, a maior parte dos aposentados recebe, em média, R$ 3.207,05, conforme informações do Ministério da Previdência.

“No mesmo país onde temos grupos sociais que estão chegando facilmente aos 80 anos com um acúmulo de poupanças – poupança de saúde, de segurança e financeira –, temos também um grupo que não está chegando com nada disso”, diz o secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva.

A desigualdade de renda ao longo da vida também influencia a situação financeira na terceira idade. A especialista em finanças e CEO do Movimento Black Money, Nina Silva, afirma que trabalhadores pretos e pardos recebem cerca de 40% a 45% menos do que trabalhadores brancos. Como a aposentadoria considera o histórico de contribuições, essa diferença pode resultar em benefícios próximos ao piso mínimo.

Educação financeira e proteção contra golpes

Para Nina Silva, uma das alternativas passa pela geração de capital dentro das próprias comunidades, com o objetivo de reduzir os efeitos da pobreza entre gerações.

O debate apresentado pelo programa também envolve a necessidade de ampliar a educação financeira entre idosos, combater golpes e enfrentar a violência patrimonial. Esse tipo de violência ocorre quando bens, dinheiro ou documentos de uma pessoa são tomados ou destruídos.

“Em 2025, tivemos mais de 59 mil denúncias de violações de direitos humanos em questão patrimonial envolvendo a pessoa idosa. Neste ano, nós já temos mais de 19 mil denúncias desse tipo”, relata a coordenadora-geral do Disque 100, Franciely Almeida.

Um dos casos abordados é o da mãe do servidor público Flávio Amorim. Professora aposentada, ela enfrentava um aneurisma e um glaucoma que provocaram a perda da visão de um dos olhos quando passou a ser vítima de abuso financeiro cometido pela própria filha.

Segundo Flávio, a irmã passou a morar com a mãe e teve acesso ao celular usado para movimentar a conta bancária. Nesse período, foram contratados cinco empréstimos consignados, que provocaram um prejuízo de R$ 370 mil.

O episódio faz parte de um cenário mais amplo de violência patrimonial contra pessoas idosas no país. Para compreender o perfil das vítimas e dos agressores, além de discutir formas de prevenção e enfrentamento às fraudes, a equipe do Caminhos da Reportagem ouviu outras vítimas, policiais, defensores públicos e educadores financeiros.

Fonte: cenariomt

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