No Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (19), organizações indígenas brasileiras intensificaram os apelos pela demarcação de terras e proteção dos territórios tradicionais. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) afirmou que a garantia territorial é essencial para a sobrevivência física e cultural dessas populações.
Em manifestação pública, a entidade destacou que os territórios seguem sob ameaça constante, com episódios de violência e exploração ilegal. “Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro”, declarou a organização, ressaltando que o território é espaço de produção, espiritualidade e continuidade das gerações.
A Apib também denunciou práticas como garimpo ilegal, desmatamento, invasões e outras formas de violência, apontando que essas ações comprometem não apenas os direitos indígenas, mas também a democracia e a soberania nacional. A entidade foi responsável pela organização do Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília no início do mês, que reuniu representantes de centenas de povos indígenas para discutir a defesa de seus direitos.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) reforçou o alerta sobre os impactos ambientais decorrentes da destruição dos territórios indígenas. Segundo a organização, atividades ilegais e grandes empreendimentos têm contribuído para o agravamento de crises ambientais, como secas extremas e queimadas na Amazônia.
A Anistia Internacional também se posicionou, defendendo a urgência na devolução de terras e na demarcação. A entidade destacou que os povos indígenas desempenham papel fundamental na preservação ambiental, sendo responsáveis pela proteção de grande parte da biodiversidade global. Para a organização, garantir os direitos dessas populações é essencial para enfrentar desafios atuais e futuros.
Por sua vez, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou que tem avançado na valorização e reconhecimento dos povos originários, destacando a participação indígena na gestão e nas políticas públicas voltadas ao setor. Segundo a fundação, houve progresso nas ações de demarcação e proteção territorial, além do fortalecimento da autonomia dessas comunidades.
Fonte: cenariomt





