– A Prefeitura de Cuiabá acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de impedir que a empresa CS Mobi, responsável pela gestĂŁo do estacionamento rotativo na capital, realize descontos diretamente sobre os repasses do Fundo de Participação dos MunicĂpios (FPM).
O pedido, feito por meio de uma SuspensĂŁo de Tutela ProvisĂłria (STP), foi protocolado diretamente no gabinete do presidente da Corte, ministro LuĂs Roberto Barroso.
A medida foi tomada apĂłs o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) revogar, por unanimidade, uma liminar da 4ÂŞ Vara da Fazenda PĂşblica que havia proibido a retenção dos valores do fundo. O municĂpio alega que a CS Mobi nĂŁo poderia utilizar os recursos federais como garantia contratual, já que a operação nĂŁo foi autorizada pela Câmara Municipal de Cuiabá.
O FPM Ă© composto por repasses federais provenientes da arrecadação de impostos como o Imposto de Renda e o IPI, e sua retenção compromete diretamente o caixa do municĂpio.
Em meio Ă disputa judicial, o prefeito Abilio Brunini (PL) manifestou publicamente sua insatisfação com o contrato firmado com a empresa durante a gestĂŁo do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Avaliado em cerca de R$ 650 milhões, o acordo prevĂŞ a concessĂŁo do serviço por 30 anos. Abilio disse que está disposto atĂ© mesmo a pagar a multa de rescisĂŁo contratual, estimada em R$ 130 milhões, para encerrar o vĂnculo com a CS Mobi.
“Já solicitei que a Procuradoria abra um procedimento para rescindir o contrato. Estou decidido a romper com a CS Mobi. Se tiver que pagar R$ 130 milhões, pago. Prefiro arcar com esse valor agora do que manter uma dĂvida que, ao longo de trĂŞs dĂ©cadas, sairá muito mais cara para a cidade”, declarou o prefeito durante entrevista.
Fonte: odocumento





