Lucas do Rio Verde

Coordenadora da Vigilância em Saúde garante: nenhum caso de meningite em Lucas do Rio Verde

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2026

A circulação de informações sobre um suposto surto de meningite em Lucas do Rio Verde levou a Vigilância em Saúde a se posicionar oficialmente para esclarecer a situação. De acordo com a coordenadora do setor, Claudia Engelmann, não há, neste momento, nenhum caso suspeito da doença no município. Municípios vizinhos, como Sorriso e Sinop, registraram casos da doença. Por isso, boatos davam conta que Lucas do Rio Verde teria ao menos cerca de 20 casos de meningite.

“Nós não temos nenhum caso no momento em Lucas do Rio Verde suspeito de meningite. Esses boatos de surto não são verdadeiros”, afirmou a coordenadora.

Segundo Cláudia, embora registros anteriores tenham gerado alerta, o cenário atual não configura risco de surto, e a população deve evitar a disseminação de informações não verificadas.

Vacinação e prevenção seguem como prioridade

A coordenadora destaca que, mesmo sem casos ativos, a atenção com a saúde precisa ser contínua, especialmente em relação à imunização. “A gente não pode baixar a guarda. São várias doenças circulando, como sarampo, coqueluche e gripe. A vacina cria uma memória no organismo para que ele consiga reagir quando entrar em contato com o vírus ou bactéria”, explicou.

Em Lucas do Rio Verde, mais de 4,6 mil doses da vacina contra a gripe já foram aplicadas, refletindo na redução dos casos de influenza no município. Para Claudia, esse resultado mostra que a adesão da população faz diferença direta na contenção de doenças.

Ela também reforça que o calendário do Sistema Único de Saúde contempla vacinas importantes contra a meningite, como a meningocócica C, aplicada ainda na infância, além da ACWY para adolescentes. Já a vacina contra o tipo B está disponível apenas na rede privada. “Quem puder investir na vacina meningocócica B, é uma proteção a mais para crianças e adolescentes”, pontuou.

Sintomas e cuidados no dia a dia

Mesmo sem registros atuais, a orientação é que a população esteja atenta aos sinais e adote medidas preventivas. “Se houver sintomas como febre ou mal-estar, o ideal é procurar atendimento médico. As equipes estão preparadas para atender e investigar qualquer suspeita”, destacou.

Entre as recomendações estão evitar aglomerações, manter a higiene das mãos e não levar crianças com sintomas gripais para a escola. “Se a criança está doente, o correto é esperar melhorar para evitar a transmissão”, reforçou.

Caramujo africano: risco existe, mas é raro

Outro ponto que tem gerado dúvidas entre os moradores é a relação entre o caramujo africano e a meningite. Claudia esclarece que se trata de uma situação diferente e rara. “Esse tipo de meningite é causado por um verme que pode estar presente no caramujo, mas não tem relação com esses casos que estão sendo comentados agora”, explicou.

Ela orienta que o manejo do animal seja feito com cuidado. “O ideal é usar luvas, recolher os caramujos, deixar em água com água sanitária por 24 horas e depois descartar corretamente. Não é recomendado jogar sal, porque isso pode espalhar ainda mais”, alertou.

Cobertura vacinal preocupa

Por fim, a coordenadora chama atenção para a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente entre crianças. “A gente precisa proteger quem mais precisa. Quando todos se vacinam, a circulação das doenças diminui”, afirmou.

Ela lembra que desde as primeiras doses, ainda no nascimento, como a BCG, até vacinas como a pentavalente, já existe proteção contra formas graves de doenças, incluindo alguns tipos de meningite. “Não dá para deixar para depois. Existe um tempo certo para garantir essa proteção”, concluiu.

A Vigilância em Saúde segue à disposição da população para orientações e reforça que informação de qualidade, aliada à prevenção, é o melhor caminho para manter Lucas do Rio Verde protegida.

Fonte: cenariomt

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