Lucas do Rio Verde

Compostagem em Escolas de Lucas do Rio Verde: Transformando Resíduos em Adubo de Qualidade

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2026

Um projeto simples, sustentável e com grande impacto ambiental vem ganhando destaque nas escolas municipais de Lucas do Rio Verde: a compostagem de resíduos orgânicos.

A iniciativa, desenvolvida pelo Museu do Cerrado e apresentada durante a Show Safra 2026, ensina alunos a transformar sobras de alimentos em adubo de alta qualidade, contribuindo diretamente para a redução do lixo úmido enviado ao aterro sanitário.

Em entrevista à Agro FM, a professora e bióloga Ozeni Souza de Oliveira, coordenadora do Museu do Cerrado, explicou que a prática faz parte de um projeto de educação ambiental que envolve todas as escolas do município.

A proposta é mostrar, na prática, como restos de alimentos podem ser reaproveitados de forma sustentável.

Segundo a professora, o processo é simples e pode ser feito dentro de casa, utilizando materiais acessíveis. “A gente trabalha com uma composteira pedagógica, onde é possível visualizar todas as etapas. Funciona como um ‘sanduíche’ de camadas, alternando material seco, rico em carbono, com resíduos orgânicos, como cascas de frutas e restos de comida”, destacou.

Compostagem nas escolas de Lucas do Rio Verde transforma resíduos em adubo de alta qualidadeCompostagem nas escolas de Lucas do Rio Verde transforma resíduos em adubo de alta qualidade
Compostagem nas escolas de Lucas do Rio Verde transforma resíduos em adubo de alta qualidade

A técnica também pode ser adaptada para o uso doméstico. De acordo com Ozeni, basta utilizar baldes reutilizados, fazendo pequenos furos na tampa e no fundo para permitir a circulação de ar e a drenagem do líquido gerado durante a decomposição, conhecido como chorume.

“Esse líquido, quando bem manejado, se transforma em um biofertilizante rico em nutrientes, que pode ser diluído e utilizado nas plantas. Já o material sólido final é um composto classe A, ideal para hortaliças e jardins”, explicou.

O tempo médio para obtenção do composto pronto é de cerca de três meses, desde que o manejo seja feito corretamente. Um dos exemplos apresentados foi o adubo produzido por alunos da Escola Érico Veríssimo, resultado das oficinas realizadas no Museu do Cerrado.

Além de reduzir significativamente o volume de resíduos orgânicos descartados, a compostagem contribui para a formação de uma consciência ambiental desde cedo. “É um projeto lixo zero. Tudo o que seria descartado passa a ter utilidade”, reforçou a professora.

O Museu do Cerrado oferece oficinas gratuitas de compostagem abertas à população, de segunda a sexta-feira. A iniciativa busca ampliar o alcance da prática e incentivar moradores a adotarem hábitos mais sustentáveis no dia a dia.

Fonte: cenariomt

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