O ano de 2025 se encaminha para o encerramento com um cenário desafiador para o comércio de Lucas do Rio Verde, marcado por instabilidade econômica, mudanças no comportamento do consumidor e necessidade de adaptação acelerada por parte dos empresários. Ainda assim, o período também foi de mobilização, campanhas de incentivo ao consumo local e fortalecimento da parceria entre entidades representativas e o poder público.
Mesmo diante das dificuldades, a avaliação geral do setor é de que o comércio conseguiu manter sua dinâmica, impulsionado por ações estratégicas e pela busca constante por alternativas que mantivessem a circulação de recursos dentro do município. “Foi um ano bastante positivo, tendo em vista as grandes atividades que nós desenvolvemos ao longo de 2025, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo comércio”, avaliou o presidente da Acilve, João Pagotto, ao analisar o período.
Campanhas estimulam consumo e fortalecem consciência fiscal
Entre os principais destaques do ano esteve o fortalecimento de campanhas como a Nota Luverdense, que alia incentivo ao consumo local, sorteios de prêmios e aumento da arrecadação municipal. A iniciativa foi vista como estratégica para estimular a população a comprar no comércio da cidade e exigir a nota fiscal, reforçando a chamada consciência fiscal.
“O objetivo é justamente fazer com que as pessoas realizem suas compras aqui dentro de Lucas do Rio Verde. Quando o consumidor compra no comércio local, ele gera emprego, renda e faz com que esse recurso volte para o próprio município”, destacou Pagotto. Segundo ele, a exigência da nota fiscal é um hábito que contribui diretamente para que os impostos arrecadados sejam revertidos em áreas essenciais, como saúde, educação e esportes.
Nesse mesmo sentido, campanhas promocionais, como o Show de Prêmios de Natal, foram utilizadas como estímulo adicional às vendas no fim do ano. A avaliação é de que essas ações ajudam a movimentar o comércio em períodos estratégicos e reforçam o vínculo entre consumidor e lojista local.
Comércio enfrenta concorrência digital e precisa se reinventar
Outro ponto recorrente nas análises sobre 2025 foi o impacto crescente das vendas online sobre o comércio físico. A facilidade de comprar fora do município, muitas vezes com poucos cliques, trouxe desafios diretos aos lojistas locais. Para o setor, essa escolha do consumidor tem reflexos que vão além da venda em si.
“Quando as pessoas optam por comprar fora, acabam prejudicando o comércio local e, consequentemente, o município. Em muitos casos, o empresário é obrigado a reduzir custos, o que pode resultar até na dispensa de colaboradores”, observou o presidente da CDL Lucas, Petronílio de Souza.
Diante desse cenário, a leitura predominante é de que o empresário precisou se reinventar ao longo de 2025. “Foi um ano de muito desafio. O empresário precisou inovar, investir em tecnologia e reaprender a fazer comércio”, afirmou Petronílio, ressaltando que aqueles que conseguiram se adaptar tiveram melhores condições de atravessar o período.
Capacitação ganha adesão ao longo do ano
Com foco nessa transformação, as entidades representativas intensificaram a oferta de capacitações, palestras e treinamentos, voltados à inovação, tecnologia, vendas e relacionamento com o cliente. Embora a adesão inicial tenha sido tímida nos primeiros meses do ano, houve uma mudança significativa no segundo semestre.
“No início foi desafiador trazer o empresário para esses encontros, mesmo sabendo da importância dessa mensagem. Mas, a partir de julho, percebemos que muitos tomaram consciência de que a mudança chegou e passaram a participar mais”, avaliou o presidente da CDL.
Segundo ele, a tendência é que esse movimento gere reflexos positivos já em 2026, com empresários mais preparados para lidar com um mercado competitivo e um consumidor cada vez mais exigente.
Atendimento e experiência do cliente se tornam diferenciais
Além da tecnologia, o setor passou a olhar com mais atenção para o atendimento e a experiência do cliente como diferenciais frente ao comércio digital. A avaliação é de que oferecer apenas preço não é mais suficiente.
“O consumidor hoje está muito mais exigente. Ele quer atendimento, atenção e uma experiência diferenciada. Se isso não acontece, ele acaba comprando de casa, pelo celular”, pontuou Petronílio. Para o comércio local, a aposta passa por unir tecnologia, proximidade e atendimento humanizado.
Expectativa de um 2026 mais equilibrado
Apesar de um ano considerado difícil, o sentimento ao final de 2025 é de aprendizado e preparação para o futuro. A avaliação do setor é de que o comércio de Lucas do Rio Verde sai mais consciente da necessidade de mudança e fortalecido pelas parcerias construídas ao longo do ano.
“Foi um ano desafiador, mas temos motivos para agradecer e acreditar que 2026 será melhor”, resumiu o presidente da CDL. A expectativa é de que a união entre empresários, consumidores e poder público continue sendo o principal caminho para manter o comércio local forte, competitivo e sustentável.
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Fonte: cenariomt






