Saúde

Campanha nacional incentiva diagnóstico precoce do Glaucoma para prevenir cegueira

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2026

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lançaram, nesta segunda-feira (4), a campanha 24 Horas pelo Glaucoma, com o objetivo de alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

Considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa que, em muitos casos, só é identificada quando já há perda significativa da visão. Durante todo o mês de maio, a mobilização pretende promover ações educativas e ampliar o acesso à informação.

A campanha inclui a produção e distribuição de conteúdos informativos em diversas plataformas. Entre as iniciativas, estão séries de podcasts direcionadas a médicos, gestores de saúde e ao público em geral, abordando temas como fatores de risco, adesão ao tratamento, uso correto de colírios e combate à desinformação.

Diagnóstico tardio preocupa especialistas

No Brasil, cerca de 1,7 milhão de pessoas convivem com o glaucoma. Como a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, muitos pacientes só recebem o diagnóstico em estágios avançados, quando a perda visual já é irreversível.

Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar, idade acima de 40 anos e alta miopia. Além disso, há maior predisposição entre pessoas negras e asiáticas.

Especialistas destacam que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento para a doença, incluindo medicamentos e procedimentos necessários.

Desigualdade no acesso

Dados apontam que, entre 2019 e 2025, mais de 12 milhões de exames específicos para diagnóstico de glaucoma foram realizados pelo SUS. Nesse período, o número de exames cresceu 65%, passando de 1,37 milhão para 2,26 milhões.

Apesar do avanço, especialistas alertam para desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde. Enquanto a região Sudeste registrou crescimento de 115% na realização de exames, o Nordeste teve aumento de apenas 36%, evidenciando diferenças no acesso ao diagnóstico.

A campanha reforça a importância de consultas oftalmológicas regulares, especialmente para pessoas nos grupos de risco, como forma de prevenir complicações e preservar a visão.

Fonte: cenariomt

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