O resgate de arara-canindé mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (26), no município de Nova Mutum, a 249 km de Cuiabá. Conforme divulgado oficialmente pelo CBMMT, a ave silvestre foi localizada dentro de uma indústria de processamento de carne suína e apresentava sinais visíveis de ferimento e desorientação.
De acordo com a corporação, a ocorrência foi atendida por militares da 5ª Companhia Independente Bombeiro Militar (5ª CIBM), acionados por volta das 9h40. No local, a equipe realizou a avaliação inicial e constatou sangramento na parte interna do bico, além de pouca reação a estímulos, indicando possível trauma. A reportagem confirmou as informações junto à assessoria do Corpo de Bombeiros.
Atendimento especializado após o resgate
Diante do quadro clínico, os bombeiros efetuaram o resgate de arara-canindé com técnicas de contenção adequadas para evitar agravamento das lesões. Em seguida, o animal foi encaminhado a uma clínica veterinária para avaliação detalhada e cuidados especializados, procedimento padrão em ocorrências envolvendo fauna silvestre.
Segundo nota oficial do CBMMT, o objetivo principal da ação foi garantir a integridade da ave até que ela pudesse receber atendimento técnico adequado. A arara-canindé (Ara ararauna) é uma espécie nativa amplamente distribuída no Brasil e protegida por legislação ambiental federal.
Orientação à população e amparo legal
O Corpo de Bombeiros reforça que, em situações semelhantes, a população deve acionar imediatamente o telefone de emergência 193. A captura ou manejo inadequado de animais silvestres pode representar riscos tanto à segurança das pessoas quanto à saúde do próprio animal, além de configurar infração ambiental.
- Animais silvestres são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998);
- Somente órgãos ou profissionais autorizados podem realizar o manejo;
- O acionamento rápido contribui para o sucesso do resgate e da reabilitação.
Casos de resgate de arara-canindé em áreas urbanas ou industriais têm se tornado mais frequentes, segundo dados operacionais do CBMMT, geralmente associados à expansão urbana sobre áreas de habitat natural.
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Fonte: cenariomt






