Lucas do Rio Verde

Banco de Leite Humano do Hospital São Lucas coleta 273 litros para bebês prematuros em Lucas do Rio Verde

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O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, consolida-se como um importante reforço à saúde materno-infantil no município. Somente em 2025, a unidade coletou 273 litros de leite humano, distribuiu 174 litros para bebês prematuros e realizou 2.211 atendimentos individuais, com a participação de 313 doadoras.

Em funcionamento há dois anos, o BLH é o quarto banco de leite implantado em Mato Grosso e atende gratuitamente toda a população. “É um ganho gigantesco para o nosso município. É o nosso banco de leite, com uma representatividade muito significativa para o estado”, destaca a gerente de Assistência do Hospital São Lucas, Adriane Welter.

O atendimento é prioritário para mães que dão à luz no próprio hospital. A equipe multiprofissional — formada por nutricionistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de nutrição, com apoio médico — acompanha as mães desde o início da amamentação, ainda durante a internação, e mantém o suporte após a alta. “A amamentação não é um processo simples. Existem desafios como a pega correta, a descida do leite, a conservação e, mais adiante, a apojadura, quando a produção aumenta”, explica Adriane.

O leite humano doado é destinado exclusivamente aos bebês prematuros internados na UTI Neonatal, especialmente aqueles com menos de 2,5 quilos. Todo o leite — do colostro ao leite maduro — passa por avaliação rigorosa da nutricionista antes da distribuição. “A qualidade desse leite é perfeita para o bebê prematuro, sendo fundamental para a recuperação e o desenvolvimento”, reforça a gerente.

Para as mães interessadas em doar, o Banco de Leite oferece atendimento por WhatsApp, acolhimento no hospital e coleta domiciliar semanal. Em 2025, o serviço ganhou um carro próprio, viabilizado com apoio da comunidade, ampliando o alcance das atividades. “Nossa equipe vai até a casa da doadora, faz a triagem, leva frascos e kits esterilizados e orienta sobre coleta e armazenamento. Mesmo que a mãe não doe, ela pode contar com o banco para orientação e acompanhamento”, conclui Adriane Welter.

Fonte: cenariomt

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