A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) consolidou sua posição política em defesa do agronegócio durante a sessão extraordinária desta quarta-feira (14). O presidente da Casa abriu espaço na tribuna para a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT), sinalizando um alinhamento direto do Parlamento com as demandas do setor contra as restrições impostas pela moratória da soja.
O debate destacou a união de mais de uma dezena de deputados estaduais, que apoiam projetos voltados a mitigar os efeitos desse acordo comercial na economia mato-grossense. Segundo o setor produtivo, a mobilização já alcançou o âmbito nacional, envolvendo o Congresso Federal e órgãos de controle na busca por alternativas que garantam a competitividade do grão produzido no estado.
A moratória da soja é um acordo comercial que impede a compra de grãos produzidos em áreas de bioma amazônico desmatadas após 2008, mesmo que o desmatamento tenha sido autorizado legalmente conforme o Código Florestal Brasileiro.
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Argumento dos Produtores: Defendem que a medida impõe barreiras econômicas injustas, prejudicando a arrecadação dos municípios e o nível de emprego, uma vez que a produção já segue legislações ambientais rigorosas.
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Defesa da Soberania: O entendimento do Parlamento é que o cumprimento da Constituição e do Código Florestal deve ser o único critério para a comercialização, rejeitando exigências impostas por acordos externos.
A reação da ALMT foca na segurança jurídica para os produtores que operam dentro da legalidade. A articulação política liderada por Mato Grosso busca:
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Fortalecer a bancada federal em Brasília para questionar os termos do acordo.
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Garantir que a produção legalizada não sofra sanções comerciais.
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Integrar ações entre o Legislativo, o Executivo e os órgãos de controle para proteger a economia estadual.
A manifestação na tribuna reforçou que produzir com responsabilidade ambiental é uma prática consolidada no estado e que o Parlamento continuará atuando como mediador para evitar prejuízos ao setor que sustenta o PIB mato-grossense.
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Fonte: cenariomt






