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Advogada acusada de ajudar facção terá prisão domiciliar com tornozeleira

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2026

– A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo do Juiz das Garantias de Cuiabá, concedeu recolhimento domiciliar à advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira, alvo da Operação Replay, deflagrada no último dia 30 de julho.

A decisão é da última sexta-feira (21). O processo está em segredo de Justiça. Conforme apurado pela reportagem, o recolhimento domiciliar é de 24 horas, com uso de tornozeleira eletrônica.

A operação da Polícia Civil apura crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro supostamente comandados por Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado pela Polícia Civil como tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso.

WT está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, mas, segundo as investigações, continuaria atuando de dentro da unidade prisional. Durante a operação, um novo mandado de prisão preventiva foi cumprido contra ele.

De acordo com a Polícia Civil, Dayane atuava na ocultação e dissimulação do patrimônio de WT, incluindo imóveis de alto padrão em Itapema (SC), que teriam sido adquiridos em nome de “laranjas”.

Também foram presos na operação Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como Soldado; Emerson Ferreira Lima, o Gordinho; e a influenciadora Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson.

A lista de presos inclui ainda Aldemir de Assis Campos, o Tucão, Ygor Henrique da Silva Martins e Anderson Alves de Sousa.

Operação Replay

Ao todo, a Operação Replay cumpriu 10 mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores estimados em mais de R$ 17,2 milhões. Entre os patrimônios atingidos pelas medidas estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos.

Também foi determinado o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros, montante que, segundo a Polícia Civil, corresponde à movimentação identificada em uma contabilidade apreendida durante as investigações.

A Polícia Civil afirma que WT, mesmo preso em uma ala de segurança máxima do sistema penitenciário estadual, continuaria exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção, orientando integrantes em liberdade e determinando movimentações de recursos ilícitos.

Fonte: odocumento

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