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Bombeiros combatem incêndios florestais em quatro cidades de Mato Grosso: ação urgente para conter as chamas

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2026

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate quatro incêndios florestais nesta terça-feira (13), nos municípios de Água Boa, Nova Xavantina, Nossa Senhora do Livramento e Juruena. Segundo informações divulgadas pela corporação, as equipes trabalham para conter as chamas, evitar que o fogo alcance novas áreas e proteger moradores, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações incluem o monitoramento das áreas atingidas e a atuação integrada de diferentes órgãos, conforme as necessidades de cada ocorrência. O trabalho ocorre durante o período de restrição ao uso do fogo, quando a prevenção e a identificação de queimadas irregulares são medidas importantes para reduzir os riscos de incêndios de grandes proporções.

Focos de calor somam 59 em 24 horas

Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 59 focos de calor em Mato Grosso nas 24 horas anteriores à consulta, realizada às 17h. O levantamento utilizou informações do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total registrado, 39 focos estavam na Amazônia, 18 no Cerrado e dois no Pantanal. A distribuição mostra a presença de alertas térmicos nos três biomas que abrangem o território estadual.

O levantamento também identificou seis focos de calor em terras indígenas. Quatro foram registrados na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

É importante diferenciar um alerta térmico de um incêndio confirmado. Um foco de calor indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, mas não comprova, isoladamente, a existência de um incêndio florestal. A identificação da ocorrência exige a análise das condições locais e de outras informações disponíveis.

Segundo as orientações divulgadas pelo CBMMT, o combate ao fogo em terras indígenas deve ser realizado pelos órgãos competentes do Governo Federal, pois o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.

Operação Infravermelho monitora uso irregular do fogo

Além do combate direto às chamas, o Corpo de Bombeiros realiza o monitoramento de possíveis queimadas ilegais por meio da Operação Infravermelho. O trabalho é coordenado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

A operação utiliza imagens de satélite e outras tecnologias para identificar áreas com risco de incêndio ou indícios de uso irregular do fogo. A estratégia busca antecipar a resposta das equipes, reforçar as ações preventivas e contribuir para a responsabilização de quem descumpre as regras ambientais.

Conforme as informações da corporação, as ocorrências também podem contar com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A mobilização desses órgãos depende das características e das necessidades de cada incêndio.

Bombeiros já extinguiram incêndios em dezenas de municípios

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, o CBMMT informou ter atuado na extinção de incêndios em dezenas de municípios. Entre eles estão Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

A relação reúne localidades onde a corporação informou ter atuado, mas não representa, por si só, um balanço do número total de incêndios, da área queimada ou dos prejuízos registrados. Esses indicadores não foram detalhados no comunicado utilizado como base para esta reportagem.

Uso do fogo está proibido durante o período restritivo

O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição vale durante todo o ano, conforme o comunicado da corporação.

A restrição busca reduzir o risco de propagação das chamas em um período de atenção para incêndios florestais. O fogo pode atingir vegetação, propriedades rurais e áreas habitadas, além de provocar fumaça e prejudicar a qualidade do ar e a saúde da população.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar nas penalidades previstas na legislação. A responsabilização depende da apuração dos fatos e da aplicação das normas pertinentes ao caso.

Ao identificar uma queimada irregular ou uma situação de risco, a população pode acionar o 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou o 190, da Polícia Militar. A orientação é informar a localização com a maior precisão possível e evitar a aproximação da área em chamas.

Acompanhar os alertas oficiais e comunicar possíveis focos de fogo são medidas que ajudam a agilizar a resposta das equipes. Em caso de incêndio, não tente combater as chamas sem treinamento e condições adequadas de segurança.

Reportagem baseada em informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e em dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números de focos de calor correspondem à consulta realizada às 17h mencionada no comunicado oficial.

Fonte: cenariomt

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