A Cripta Imperial, no Parque da Independência, voltou a receber visitantes na segunda-feira (7), depois de quase quatro anos fechada. Localizado no Ipiranga, na zona sul de São Paulo, o espaço fica no subsolo do Monumento à Independência e guarda os restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia.
A reabertura aconteceu no Dia da Independência e marcou o fim de uma reforma que custou R$ 5,3 milhões. As obras incluíram melhorias na estrutura e acessibilidade, além de intervenções no próprio Monumento à Independência e na Casa do Grito, também no parque.
A visitação regular acontece de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita.
A cripta renovada
Fechada desde outubro de 2022, a cripta passou por uma ampla reforma para resolver problemas de infiltração e melhorar as condições de visitação. O espaço ganhou novos banheiros, recursos de acessibilidade, rampas, plataforma elevatória e um novo sistema de climatização.
A área dos sarcófagos também foi recuperada. Os elementos de bronze próximos aos túmulos passaram por restauração, enquanto os pontos afetados pela umidade foram reparados. Além disso, o teto recebeu acabamento em mármore amarelo e foram adotadas medidas de prevenção contra novos danos.
Outra mudança está no acesso à cripta. As escadarias ganharam uma cobertura que protege o caminho da chuva e também ajuda na conservação da área.
Durante todo o período de reforma, os restos mortais de Dom Pedro I, Leopoldina e Amélia permaneceram na cripta.
Uma exposição antes dos sarcófagos
Quem desce até a Cripta Imperial encontra, antes dos sarcófagos, a exposição Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues. A mostra contextualiza a criação das duas construções e sua relação com a memória da Independência.
A história começa em 1922, quando o Brasil completava um século de sua emancipação política e São Paulo inaugurou o Monumento à Independência como parte das comemorações.
Em 1952, a Cripta Imperial foi inaugurada no interior do monumento, antecedendo os preparativos do quarto centenário de São Paulo. O espaço foi criado para receber os restos mortais de integrantes da família imperial.
Quem está sepultado na cripta
Maria Leopoldina foi a primeira a ocupar o espaço. Falecida em 1826, a imperatriz havia sido sepultada no Rio de Janeiro e teve seus restos mortais transferidos para São Paulo com a construção da cripta.
Dom Pedro I só seria levado ao Ipiranga duas décadas depois. Após abdicar do trono brasileiro, em 1831, ele retornou a Portugal e morreu em 1834. A transferência para o Brasil aconteceu em 1972, durante as comemorações dos 150 anos da Independência.
Dona Amélia, segunda esposa de Dom Pedro I, foi a última a chegar. Ela estava sepultada no Panteão dos Braganças, em Lisboa, e teve seus restos mortais transferidos para a Cripta Imperial em 1982, para repousar ao lado do marido.
O Ipiranga como território de memória
O Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência, a Cripta Imperial e a Casa do Grito abordam diferentes aspectos da Independência do Brasil e podem ser visitados durante uma tarde no Parque da Independência.
Na Casa do Grito, por exemplo, está a exposição Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique, que apresenta a história do imóvel e sua relação com o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo.
A casa passou por reparos estruturais, nova pintura e melhorias nos acessos externos. A visitação ao espaço é gratuita e acontece de terça a domingo, das 9h às 17h.
Serviço
Cripta Imperial
Onde? Praça do Monumento, s/nº – Ipiranga, São Paulo – SP.
Quando? Terça a domingo, das 9h às 17h.
Quanto? Gratuito.
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Fonte: viagemeturismo





