O encerramento do vazio sanitário da soja em Mato Grosso, marcado para este domingo (6), costuma vir acompanhado de expectativas de largada para a nova temporada agrícola 2026/27. No entanto, o que deveria ser apenas um momento de transição operacional revela uma realidade bem mais complexa no interior do estado: o produtor mato-grossense está diante de um verdadeiro xadrez climático e técnico, onde plantar cedo deixou de ser sinônimo de vantagem e passou a exigir cálculo milimétrico.
Enquanto nas redes e nos relatórios tradicionais o foco recresce sobre a contagem regressiva para a semeadura, os bastidores do campo em polos como Nova Xavantina mostram que o solo passou meses sendo preparado em silêncio — com manejo de restevas, aplicação de calcário, gesso e manutenção de culturas de cobertura como milheto, braquiária e crotalária para blindar a terra contra a erosão e manter a biologia ativa.
Fonte: cenariomt





