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Descubra a vitamina essencial para um envelhecimento saudável

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Pouco lembrada diante das famosas vitaminas C e D, a vitamina K participa de processos fundamentais do organismo. O nutriente lipossolúvel ajuda a ativar proteínas envolvidas na coagulação do sangue e também atua no metabolismo do cálcio, contribuindo para a manutenção dos ossos e para a saúde dos vasos sanguíneos.

Um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences colocou a vitamina K entre os nutrientes investigados por seu possível papel na manutenção da saúde ao longo do envelhecimento. A relação, porém, não significa que aumentar o consumo da vitamina seja capaz, por si só, de prolongar a vida.

Os tipos de vitamina K

A vitamina K aparece principalmente em duas formas naturais. A K1, ou filoquinona, está presente sobretudo em vegetais de folhas verdes, como couve, alface, brócolis e aspargos.

Já a K2, ou menaquinona, é produzida por bactérias saudáveis no intestino e também pode ser encontrada em alimentos de origem animal, como leite, fígado e produtos fermentados. Esse tipo costuma ser mais facilmente absorvido pelo organismo e tem um tempo maior de vida na corrente sanguínea.

Existe ainda a K3, ou menadiona, uma forma sintética.

Ajuda a controlar o cálcio

Um dos principais papéis da vitamina K está na coagulação. O fígado depende do nutriente para produzir proteínas envolvidas nesse processo, entre elas a protrombina e outros fatores de coagulação.

A vitamina também atua para regular o depósito de cálcio no organismo. Nos ossos, ajuda a fixar o mineral e, nos vasos sanguíneos, participa de mecanismos capazes de limitar sua deposição inadequada, protegendo o sistema cardiovascular como um todo.

Quanto consumir?

As recomendações variam conforme a referência utilizada. O Food and Nutrition Board, dos Estados Unidos, indica 120 microgramas por dia para homens adultos e 90 mcg para mulheres. Já o Ministério da Saúde orienta o consumo de 65 mcg por dia para adultos, independente do gênero.

Por estar presente em alimentos de diferentes grupos, geralmente com uma alimentação equilibrada e variada já é possível atingir essas quantidades diárias recomendadas de vitamina K.

Quando pode faltar?

A deficiência de vitamina K é incomum em adultos saudáveis. Quando ocorre, o principal sinal é a dificuldade de coagulação, com maior tendência a sangramentos e até hemorragias.

Problemas capazes de prejudicar a absorção intestinal podem aumentar o risco de deficiência. Entre eles estão algumas doenças gastrointestinais, como síndrome do colon irritável e doença de Chron, além de situações como cirurgias bariátricas e determinados tratamentos prolongados com antibióticos.

Recém-nascidos também apresentam uma condição particular. Como nascem com pequenas reservas do nutriente e a microbiota intestinal ainda está em formação, podem desenvolver deficiência e apresentar sangramentos. Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda a administração de vitamina K por via intramuscular logo após o nascimento.

E os suplementos?

A presença da vitamina K em diversos alimentos faz da alimentação a principal fonte para pessoas saudáveis. Suplementos ficam reservados para situações específicas, avaliadas por profissionais de saúde em exames clínicos e laboratoriais.

Em excesso, o nutriente pode aumentar o risco de coágulos e trombose e de icterícia, além da perda de função hepática.

Por isso, suspeita de deficiência não deve ser tratada por conta própria. A avaliação médica considera sintomas, histórico e, quando necessário, exames para determinar se existe realmente necessidade de suplementação.

*Com informações de reportagem publicada em 26/09/2019.

Fonte: uol

 

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