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Descubra como a cafeína afeta seu corpo e mente: 5 efeitos do café que você precisa conhecer

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2026

Se o seu dia só começa depois da primeira xícara de café, você está longe de ser uma exceção. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e também está entre os maiores consumidores da bebida. Por trás do aroma e do ritual existe uma substância capaz de mexer com o cérebro em poucos minutos: a cafeína.

Ela pode aumentar o estado de alerta, melhorar a atenção e dar um empurrão no desempenho físico. Também há estudos que associam o consumo habitual de café a menor risco de algumas doenças e até de morte prematura. A resposta do organismo, porém, varia de pessoa para pessoa, e mais café não significa necessariamente mais benefícios. A recomendação de consumo é de até quatro ou cinco xícaras por dia, cerca de 400 ml.

Veja o que acontece depois que a cafeína entra em cena.

1. A sonolência dá uma trégua

A cafeína age principalmente bloqueando os receptores de adenosina, uma substância que se acumula no cérebro ao longo do dia e contribui para a sensação de cansaço e sono. Ao impedir que a adenosina exerça seu efeito, a cafeína aumenta temporariamente o estado de alerta, espantando a sonolência e tornando uma tarefa monótona mais suportável.

No entanto, o consumo frequente pode levar o organismo a se adaptar, reduzindo parte da resposta à substância. É daí que vem a tolerância e, para quem consome cafeína regularmente, a possibilidade de sintomas de abstinência, como dor de cabeça, cansaço e irritabilidade quando o consumo é interrompido de repente.

2. O humor pode mudar

Ao bloquear a adenosina, dopamina e glutamina circulam mais livres no cérebro, elevando disposição e bem-estar. Para algumas pessoas, isso se traduz em mais energia e melhora do humor.

Estudos também encontraram uma associação entre o consumo habitual de café e menor risco de depressão. Por outro lado, a cafeína estimula a liberação de adrenalina, o que pode aumentar a sensação de alerta. Em doses elevadas, isso favorece sintomas como irritação e ansiedade, especialmente em pessoas mais sensíveis.

3. A atenção fica mais afiada

Esse é um dos efeitos mais consistentes da cafeína. A substância tende a beneficiar principalmente tarefas que exigem concentração, sobretudo quando a pessoa está cansada ou com privação de sono.

Já o efeito sobre a memória é menos direto. Alguns experimentos sugerem que a cafeína pode favorecer a consolidação de determinadas lembranças, ajudando o cérebro a armazenar informações recém-aprendidas. Os resultados, entretanto, variam conforme a tarefa, a dose e o hábito de consumo.

4. O treino pode render mais

A cafeína é uma das substâncias mais estudadas no esporte. Consumida antes do exercício, ela pode melhorar alguns aspectos do desempenho físico, especialmente resistência, capacidade de sustentar esforços e percepção de cansaço.

O efeito, contudo, varia bastante entre indivíduos e depende de fatores como dose, peso corporal, genética, tolerância e tipo de atividade.

5. A vida pode ficar mais longa

Grandes estudos observacionais encontraram associações entre o consumo habitual de café e menor risco de morte por diferentes causas, incluindo doenças cardiovasculares e algumas doenças crônicas, como diabetes.

Um detalhe chama atenção. Benefícios semelhantes também aparecem em pesquisas com café descafeinado, o que sugere que a explicação não está apenas na cafeína. O café reúne centenas de compostos bioativos, e parte deles pode contribuir para os efeitos observados.

O efeito começa rápido

Depois de ingerida, a cafeína é absorvida relativamente depressa. Seus efeitos podem começar a ser percebidos em cerca de 15 a 30 minutos, enquanto a concentração no sangue costuma atingir o pico entre 30 e 60 minutos.

A velocidade varia conforme o metabolismo individual e a forma de consumo. O organismo, então, leva algumas horas para eliminar a substância. A meia-vida da cafeína costuma ficar em torno de três a seis horas, variando conforme o metabolismo de cada pessoa. Por isso, aquele café tomado no fim da tarde pode continuar circulando pelo organismo na hora de dormir, mesmo quando a sensação de alerta já desapareceu.

Quem precisa ter mais cuidado

A cafeína é bem tolerada pela maioria dos adultos quando consumida em quantidades moderadas. Algumas pessoas, no entanto, são mais sensíveis à substância. Doses elevadas podem provocar palpitações, aumento transitório da pressão arterial, ansiedade, tremores e insônia. Quem tem hipertensão deve observar a própria resposta e conversar com um profissional de saúde sobre o consumo adequado.

Atletas também precisam considerar o tipo de modalidade. O aumento do estado de alerta e da frequência cardíaca pode não ser desejável em atividades que exigem controle respiratório, estabilidade ou precisão motora.

Outro grupo que deve prestar atenção nos alimentos com cafeína é o de pacientes com epilepsia. Consumi-la em excesso pode estimular novos episódios de convulsão. Isso ocorre porque a cafeína aumenta a excitabilidade dos neurônios e pode até reduzir o efeito de alguns anticonvulsivantes, em um cérebro onde a transmissão de impulsos elétricos já é naturalmente maior.

Outro cuidado envolve a deficiência de ferro. Café e alguns tipos de chá podem reduzir a absorção do mineral quando consumidos junto às refeições.

O café e outros alimentos ou suplementos com cafeína pode ainda irritar a mucosa gástrica e provocar sintomas gastrointestinais em algumas pessoas. Quem tem refluxo, gastrite ou outras doenças inflamatórias intestinais, como colite e doença de Crohn, devem evitar o consumo.

Bebidas muito quentes também merecem atenção, já que o consumo frequente de líquidos em temperaturas muito elevadas pode piorar esses quadros.

*Com informações de reportagem publicada em 28/08/2017 e 08/04/2020.

Fonte: uol

 

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