Com a queda das temperaturas, alguns hábitos comuns podem acelerar o envelhecimento da pele sem que os danos sejam percebidos imediatamente. Banhos quentes e demorados, falta de hidratação e abandono do protetor solar estão entre os principais erros cometidos durante o inverno.
O frio, o vento e a baixa umidade do ar favorecem a perda de água e enfraquecem a barreira natural responsável por proteger a pele. O resultado pode aparecer em forma de ressecamento, descamação, coceira, vermelhidão e até dermatites.
Outro problema é a falsa sensação de que os dias frios ou nublados oferecem proteção contra o sol. Embora a radiação responsável pelas queimaduras solares seja menor durante o inverno, os raios UVA continuam atingindo a pele ao longo do ano e podem atravessar nuvens e vidros.
A exposição acumulada está relacionada ao aparecimento de manchas, rugas, flacidez e alterações na textura da pele. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os raios UVA representam cerca de 95% da radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre.
Banho quente remove proteção da pele
Apesar da sensação de conforto nos dias frios, a água muito quente remove parte da camada de gordura que mantém a pele protegida e hidratada.
“A barreira cutânea funciona como uma espécie de escudo que retém água e impede a entrada de agentes irritantes. Quando a água está muito quente, essa proteção é removida, favorecendo o ressecamento, a coceira e, em alguns casos, o desenvolvimento de dermatites”, explica a dermatologista Marcela Cestari.
Entre os primeiros sinais de que essa proteção está comprometida estão a sensação de pele repuxando após o banho, aspereza, descamação e ardência ao utilizar produtos que antes não provocavam desconforto.
Quando o ressecamento se agrava, também podem surgir fissuras e rachaduras, principalmente nos lábios, mãos, pés e calcanhares.
Pele oleosa também precisa de hidratação
Um erro frequente é acreditar que pessoas com pele oleosa não precisam utilizar hidratante. No entanto, oleosidade e hidratação são características diferentes.
A pele pode produzir sebo em excesso e, ao mesmo tempo, estar desidratada. Quando a hidratação é negligenciada, a barreira cutânea fica mais frágil e o organismo pode aumentar a produção de óleo como forma de compensação, provocando o chamado efeito rebote.
Durante o inverno, a recomendação é utilizar hidratantes adequados ao tipo de pele e dar preferência a fórmulas que contenham substâncias como ceramidas, ácido hialurônico, glicerina, pantenol e niacinamida.
O produto deve ser aplicado, preferencialmente, logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida. Não é necessário acumular diversas etapas ou cosméticos para conseguir uma boa hidratação.
Como proteger a pele no inverno
Para evitar o ressecamento e reduzir os danos acumulados, a rotina deve incluir banhos mornos e mais curtos, hidratação diária e uso de protetor solar, inclusive em dias nublados.
Além do rosto, é importante cuidar de regiões que costumam ser esquecidas, como mãos, lábios, pernas, cotovelos, joelhos, pés e calcanhares.
Mais do que investir em rotinas complexas, o cuidado precisa ser constante. Medidas simples adotadas diariamente ajudam a preservar a barreira natural e a evitar o envelhecimento precoce da pele.
Fonte: primeirapagina





