O rap que nasceu de forma simples, em um quintal de Cuiabá, durante a pandemia de Covid-19, vai ganhar uma nova versão neste sábado (4). A música “Rap do Gurizão” será lançada em formato de videoclipe, às 17h30, no 23º Festival de Cinema de Cuiabá (Cinemato), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A composição foi criada pelo músico Caio Mattoso em meio ao isolamento social. Segundo a produção, a gravação original aconteceu de forma artesanal, utilizando apenas um microfone conectado ao computador, no quintal da casa de Dona Consuelo, mãe do artista.
Agora, a música ganha uma produção audiovisual dirigida por Luiz Borges, que transforma a narrativa em um curta de linguagem documental. O clipe acompanha a trajetória de Geraldi, conhecido como “o Leiloeiro”, personagem inspirado nas transformações sociais vividas durante a pandemia.
A direção de fotografia foi assinada por André Luis Cunha, cineasta que faleceu aos 53 anos em 2023, e concluída com a participação dos profissionais André Lavernere e Fernando Dezan. O elenco conta ainda com a atuação de Afra Catarse, enquanto a direção musical ficou a cargo de Danilo Bareiro.
De acordo com os idealizadores, o projeto busca preservar a essência da gravação original e reforçar o caráter independente da produção, desde a criação da música até a realização do videoclipe.
O Cinemato
O 23º Festival de Cinema de Cuiabá iniciou na segunda-feira (29), no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), consolidando a maior edição da história.
Até o dia 5 de julho, o público poderá assistir gratuitamente a 64 filmes, participar de debates, oficinas, seminários e encontros com cineastas em um dos principais eventos dedicados ao cinema brasileiro.
A edição de 2026 bateu um novo recorde ao receber 598 filmes inscritos, vindos de 26 estados e do Distrito Federal. O número supera com folga as 458 produções enviadas na edição anterior e reforça o crescimento do festival como uma das principais vitrines do audiovisual nacional.
Neste ano, o tema é “Migração – mobilidade humana e mudanças climáticas”, propondo reflexões sobre deslocamentos humanos, pertencimento, diversidade cultural, crise climática e direitos humanos. A proposta é utilizar o cinema para discutir questões que impactam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.
Fonte: primeirapagina





