Morreu, na última sexta-feira (3), o cacique Kuiussi Khīsêtjê, uma das grandes lideranças do povo Khīsêtjê, da Terra Indígena Wawi, em Mato Grosso. Ele é reconhecido como uma referência histórica na defesa dos direitos dos povos indígenas, do território e da preservação dos costumes e tradições de seu povo.
O Instituto Raoni manifestou profundo pesar pelo falecimento do cacique. Em nota, a entidade destacou que Kuiussi dedicou sua trajetória à defesa de seu povo, de seu território, dos direitos dos povos indígenas e da preservação dos costumes, saberes e tradições Khīsêtjê.
Segundo o instituto, a caminhada da liderança foi marcada pela coragem, pela sabedoria e pelo compromisso permanente com a proteção da vida, da cultura e das futuras gerações.
Ao longo da história, Kuiussi caminhou ao lado do cacique Raoni Metuktire, uma das maiores lideranças indígenas do Brasil. Conforme a nota, Raoni o reconhecia e o considerava como um sobrinho, expressão de uma relação construída com respeito, afeto, parentesco e luta compartilhada em defesa dos povos originários.
Entre os marcos do Cacique-geral do povo Khīsêtjê, também conhecido como Suyá, está a participação em mobilizações pela defesa e retomada de territórios tradicionais. A atuação dele reforçou a importância da permanência dos povos indígenas em seus territórios e da proteção ambiental em áreas de grande relevância cultural e ecológica.
O povo Khīsêtjê vive na região do Xingu e é conhecido pela forte tradição cultural, especialmente pelos cantos, rituais e formas próprias de organização social. A morte de Kuiussi representa uma perda significativa para seu povo e para o movimento indígena em Mato Grosso.
Fonte: primeirapagina





