Após a repercussão de críticas de entidades do setor produtivo sobre a baixa disponibilidade de imunizantes, o governo federal ampliou a oferta de vacinas contra clostridioses no país. Em um intervalo de poucos dias, o volume de doses disponibilizadas mais que triplicou, passando de uma liberação inicial de cerca de 3,1 milhões para mais de 8,4 milhões de unidades.
Entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que foram disponibilizadas 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Todo o volume do período foi composto por imunizantes importados.
O anúncio, no entanto, gerou preocupação no setor produtivo. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) avaliou que a quantidade era insuficiente para atender à demanda dos pecuaristas, especialmente em Mato Grosso.
Segundo a entidade, produtores mato-grossenses relataram dificuldades para acesso às doses e alta nos preços. A federação alertou ainda que em algumas regiões o custo das vacinas praticamente dobrou nos últimos meses, elevando os gastos de produção no campo.
Diante do cenário e da pressão de entidades, o Ministério voltou a se manifestar e informou uma nova rodada de disponibilização de imunizantes. Entre os dias 15 e 19 de junho de 2026, foram liberadas 8.453.990 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional.
Deste total, 2.726.610 doses (32,25%) são de fabricação nacional, enquanto 5.727.380 doses (67,75%) correspondem a vacinas importadas. O ministério reforçou que segue atuando junto à cadeia de insumos veterinários para ampliar a oferta e reduzir gargalos de abastecimento.
Leia a nota completa:
“O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026, foram disponibilizadas 8.453.990 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total disponibilizado no período, 2.726.610 doses (32,25%) são de fabricação nacional e 5.727.380 doses (67,75%) correspondem a vacinas importadas.
O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas.”
Fonte: primeirapagina





