Mundo

Israel detém brasileiras em flotilha em direção a Gaza em águas internacionais: entenda o ocorrido

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Três brasileiras foram detidas por forças de Israel nesta segunda-feira (18) durante uma missão humanitária organizada pela Global Sumud Flotilha (GSF), em direção à Faixa de Gaza. Segundo informações divulgadas pelo movimento, Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar quando ocorreu a abordagem.

De acordo com a GSF, os ativistas foram interceptados em águas internacionais e encaminhados para território palestino ocupado. A organização afirma que ações semelhantes já ocorreram em outras tentativas de envio de ajuda humanitária à população de Gaza.

O movimento também declarou que milhares de pessoas já foram presas em operações relacionadas ao conflito, classificando a situação como um cenário de violência de Estado. Em nota, a GSF demonstrou preocupação com a integridade física dos detidos.

“Diante dos depoimentos sobre o sequestro ilegal de participantes da GSF em águas internacionais, ocorrido em 29 de abril, que detalham padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva perpetrados pelas forças de ocupação israelenses, temos sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente”, afirmou a entidade.

Manifestação internacional

Também nesta segunda-feira (18), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma declaração conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. O documento classificou como “catastrófico” o sofrimento enfrentado pelos palestinos e criticou a detenção dos ativistas.

Os países pediram a libertação imediata dos envolvidos e reforçaram a necessidade de cumprimento das normas do direito internacional e do direito humanitário internacional.

Na manifestação, os ministros afirmaram ainda que os sucessivos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas demonstram desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação.

O comunicado também faz um apelo à comunidade internacional para que adote medidas concretas voltadas à proteção de civis, garantia de segurança das missões humanitárias e responsabilização por eventuais violações.

Irlandesa também foi detida

A missão humanitária também contava com Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, ela igualmente foi detida durante a operação.

O Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Irlanda informou que acompanha o caso junto à embaixada do país em Israel e que busca garantir apoio aos cidadãos irlandeses envolvidos, além de cobrar a libertação imediata dos detidos.

Fonte: cenariomt

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.