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Petrobras impulsiona produção de fertilizantes com objetivo de atingir 35% da demanda no Brasil

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2026

A Petrobras anunciou que pretende suprir mais de um terço da demanda brasileira por fertilizantes com a retomada de unidades industriais voltadas à produção do insumo, estratégico para o agronegócio nacional.

O anúncio ocorreu durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à fábrica de fertilizantes nitrogenados da Bahia (Fafen), localizada em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (14).

O presidente esteve acompanhado por representantes da estatal, ministros e pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

A unidade baiana recebeu investimento de R$ 100 milhões e voltou a operar em janeiro de 2026, após cerca de seis anos de paralisação. Atualmente, a planta tem capacidade para produzir cerca de 1,3 mil toneladas diárias de ureia, o que corresponde a aproximadamente 5% da demanda nacional.

A retomada também impacta a geração de empregos, com cerca de 900 postos diretos e 2,7 mil indiretos na região. O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia, que inclui a reativação de unidades em Sergipe e no Paraná, além da operação da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária (PR).

Outra frente é a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em construção em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com previsão de início das operações em 2029.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a combinação dessas plantas permitirá ampliar significativamente a oferta interna de insumos agrícolas.

Com o conjunto de unidades, a companhia estima alcançar cerca de 35% da produção nacional de fertilizantes nitrogenados.

Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, dependem do gás natural como matéria-prima, recurso fornecido pela própria Petrobras. Esses insumos são fundamentais para a produção agrícola em larga escala e para a posição do Brasil como um dos principais exportadores de alimentos do mundo.

Durante o evento, o presidente Lula destacou a importância estratégica do setor para a soberania produtiva do país, defendendo a redução da dependência de importações.

Ele também comparou a retomada do setor de fertilizantes a outras iniciativas de reindustrialização, como o segmento naval, reforçando a necessidade de fortalecer a produção nacional em áreas consideradas estratégicas.

Lula ainda criticou decisões de governos anteriores relacionadas à venda de ativos da companhia, como a antiga BR Distribuidora, atualmente Vibra Distribuidora, privatizada entre 2019 e 2021.

Segundo ele, a desverticalização da empresa teria reduzido a capacidade de atuação da Petrobras no mercado de combustíveis.

O presidente afirmou ainda a expectativa de que a estatal possa, no futuro, retomar presença no setor de distribuição de combustíveis, caso haja condições políticas e estratégicas para isso.

Fonte: cenariomt

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