“Lula sempre optou em se contrapor aos Estados Unidos. Por isso, a rejeição ao petista fica agora bem consolidada. Já passou da hora do país ter estabilidade econômica. Ele colocou o Brasil em uma briga inútil e contra os Estados Unidos”, lamenta o escritor Francisco Escorsim.
Em seguida, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) emitiu uma nota [https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/marco-rubio-acusa-lula-de-colocar-ego-acima-dos-brasileiros-apos-novo-tarifaco/] lamentando a perda de vínculos construídos ao longo de 200 anos de cooperação entre Brasil e EUA. A nota culpa o governo por “ruídos diplomáticos desnecessários”, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington.
“O governo transformou o tarifaço em uma disputa eleitoral e colocou a família Bolsonaro no centro do debate. Assim, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos EUA para evitar a tarifa, ou seja, fazer o que o governo não fez. De novo, temos uma disputa de retórica”, avalia Escorsim.
A culpa de Moraes
Dentre as justificativa dos americanos, há menção às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente as do ministro Alexandre de Moraes. O Departamento de Comércio dos EUA teria enfatizado ordens judiciais de censura contra empresas de tecnologia americanas (como X, Meta e Google) como um dos motivos para o tarifaço.
“É inviável defender qualquer decisão que Alexandre de Moraes já tenha feito. As violações do ministro, desde a suspensão do X, as próprias postagens, vão muito além do poder que lhe cabia”, diz a advogada Fabiana Barroso.
Como resposta aos americanos, [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/fachin-reage-a-criticas-dos-eua-e-diz-que-stf-nao-aceitara-pressao-externa/] o STF emitiu uma nota, assinada pelo ministro Edson Fachin, defendendo que as decisões da Corte são públicas e fundamentadas. “O Supremo Tribunal Federal reafirma que exerce suas competências exclusivamente por força da Constituição da República Federativa do Brasil”, diz o texto.
O jurista e historiador Enio Viterbo avalia que as decisões de Moraes, porém, eram secretas. “Ele tirava determinados perfis do X e enviava as ordens para a empresa, sem publicidade. Ou seja, a nota do STF é mentirosa na cara dura”, critica ele.
O programa Última Análise [https://www.gazetadopovo.com.br/ultima-analise/] faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
Fonte: gazetadopovo





