Saúde

Governo lança novos editais para ampliar internet nas UBS

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Os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta segunda-feira (11) dois editais voltados à ampliação do acesso à internet e ao fortalecimento de serviços públicos em regiões vulneráveis do Brasil.

A iniciativa prevê conectar até 3,8 mil unidades básicas de saúde (UBS) e beneficiar cerca de 2,5 milhões de pessoas que ainda enfrentam dificuldades de acesso à internet de qualidade. Os recursos serão financiados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Ampliação da telessaúde

Segundo o Ministério das Comunicações, um dos editais contará com investimento de R$ 104 milhões para levar conexão de internet a até 3,8 mil UBS em todo o país. O objetivo é ampliar a oferta de telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em áreas com menor acesso a especialistas e serviços médicos.

A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para acelerar diagnósticos, reduzir filas e agilizar atendimentos especializados na rede pública. A estimativa do Ministério da Saúde é de que a telessaúde possa diminuir em até 30% o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Com a expansão da conectividade, profissionais da saúde poderão utilizar ferramentas digitais, realizar teleconsultas e compartilhar informações em tempo real, aumentando a eficiência do atendimento médico em regiões afastadas.

O projeto prioriza UBS que ainda não possuem acesso à internet. Além da conexão por fibra óptica ou satélite, as empresas interessadas deverão incluir a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde.

A expectativa é que a medida também melhore a gestão de medicamentos, facilite o agendamento de consultas e amplie o acesso a exames e diagnósticos à distância.

Expansão da conectividade

O segundo edital terá investimento de R$ 500 milhões e será direcionado ao programa Acessa Crédito Telecom, com foco na expansão da infraestrutura de internet em municípios remotos e de pequeno porte.

Os recursos são provenientes de uma operação de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e devem fortalecer as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), responsáveis por grande parte da cobertura de internet em cidades com até 30 mil habitantes e localidades afastadas dos grandes centros.

De acordo com o ministério, o programa prioriza a ampliação da banda larga fixa de alta velocidade em áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e regiões ribeirinhas.

Além de expandir a infraestrutura digital, a proposta busca ampliar o acesso ao crédito para pequenos provedores regionais, incentivando novos investimentos e fortalecendo a concorrência no setor.

O edital também prevê o credenciamento de novos agentes financeiros, como bancos e instituições de fomento, responsáveis por operar os recursos do BID dentro do Fust. Após o cumprimento das regras do programa, esses agentes poderão abrir linhas de crédito diretamente para pequenos provedores interessados em ampliar a conectividade em regiões menos atendidas.

Fonte: cenariomt

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