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Asteroide do tamanho de uma quadra de basquete se aproximará da Terra na próxima semana, alertam cientistas

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2026

Na noite da próxima segunda-feira, 18 de maio, um asteroide recém-descoberto passará muito perto da Terra. 

Batizado de 2026 JH2, ele cruzará o espaço a cerca de 91 mil quilômetros do nosso planeta, o equivalente a apenas 24% da distância média entre aqui e a Lua. “Em termos astronômicos, é o mais perto que se pode chegar sem colidir”, afirmou o astrônomo Mark Norris ao New Scientist.

O objeto mede entre 15 metros e 35 metros de diâmetro, algo comparável ao tamanho de uma quadra de basquete. 

Não há qualquer risco de colisão, segundo astrônomos e agências espaciais. Ele estará mais distante do nosso planeta do que os satélites usados para internet, GPS e transmissão de TV, por exemplo.

Ainda assim, a aproximação chamou atenção porque poucos asteroides conhecidos passam tão perto da Terra em um intervalo tão curto de tempo.

O 2026 JH2 foi descoberto neste domingo (10) pelo Mount Lemmon Survey, um programa de monitoramento espacial nos Estados Unidos. 

Dois dias depois, o Minor Planet Center, órgão responsável por registrar oficialmente pequenos corpos celestes, confirmou o achado e atribuiu o nome provisório ao objeto. Desde então, observatórios em diferentes partes do mundo vêm refinando os cálculos sobre sua órbita.

A maior aproximação ocorrerá às 18h23 no horário de Brasília. Antes disso, ele também passará relativamente perto da Lua. 

O 2026 JH2 pertence à categoria dos chamados NEOs, sigla em inglês para “objetos próximos da Terra”. São asteroides e cometas cujas órbitas cruzam ou se aproximam da órbita terrestre. 

Dentro desse grupo, ele é classificado como um “asteroide Apollo”, tipo de objeto que gira ao redor do Sol em trajetórias alongadas e cruza periodicamente o caminho da Terra.

Difíceis de detectar

A aproximação do 2026 JH2 serve de lembrete de que asteroides pequenos ainda podem surgir quase “de surpresa” perto da Terra.

Os grandes, com mais de um quilômetro de diâmetro, já foram praticamente todos catalogados e monitorados. Os menores, porém, continuam difíceis de localizar. Como refletem pouca luz, podem passar despercebidos até poucos dias antes da aproximação.

Quando foi identificado pela primeira vez, o 2026 JH2 aparecia extremamente fraco nos telescópios, com magnitude aparente 21. Esse número mede o brilho de um objeto celeste; quanto maior o valor, mais difícil ele é de enxergar. 

Conforme o asteroide se aproxima da Terra, ele ficará temporariamente mais brilhante, chegando à magnitude 11,5. Isso será suficiente para que astrônomos amadores consigam observá-lo com telescópios relativamente modestos, desde que o céu esteja escuro e limpo.

Segundo a Nasa, asteroides desse porte geralmente queimam parcial ou totalmente ao atravessar a atmosfera terrestre. Mas isso não significa que sejam inofensivos.

O tamanho estimado do 2026 JH2 é parecido com o do Meteoro de Chelyabinsk, que explodiu no céu da Rússia em 2013. Na época, a onda de choque quebrou janelas, danificou prédios e feriu mais de mil pessoas, principalmente por estilhaços de vidro.

A explosão liberou energia equivalente a cerca de 30 bombas de Hiroshima. “É o tipo de coisa que destruiria uma cidade com bastante eficiência, se atingisse a Terra”, disse Norris.

O chefe do Escritório de Defesa Planetária da European Space Agency, Richard Moissl, afirmou ao New Scientist que um eventual impacto do 2026 JH2 produziria um evento semelhante ao de Chelyabinsk.

Mesmo assim, especialistas reforçam que não existe qualquer motivo para alarme. A trajetória do objeto já foi calculada com precisão suficiente para garantir que ele passará longe da Terra.

Hoje, sistemas automatizados monitoram continuamente o céu em busca de novos asteroides. Observatórios espalhados pelo mundo fotografam repetidamente as mesmas regiões do espaço para identificar pequenos pontos luminosos em movimento.

Quando um novo objeto é encontrado, softwares calculam rapidamente sua órbita e avaliam se há risco futuro de colisão.

A boa notícia para curiosos e entusiastas da astronomia é que o 2026 JH2 poderá ser acompanhado ao vivo. O Virtual Telescope Project transmitirá imagens do asteroide na internet durante a aproximação máxima.

A exibição começa no dia 18 de maio, pouco depois do momento de maior aproximação. Como o objeto atravessará o céu muito rapidamente, a observação pode ser desafiadora.

Segundo Norris, o asteroide se moverá a cerca de 9,17 quilômetros por segundo em relação à Terra, quase tão rápido quanto satélites artificiais vistos no céu noturno.

Para quem quiser tentar encontrá-lo por conta própria, aplicativos de observação astronômica podem ajudar a localizar sua posição no céu. O software Stellarium, por exemplo, já consegue rastrear o objeto após a atualização do banco de dados celeste.

Fonte: abril

Sobre o autor

aifabio

Jornalista DRT 0003133/MT - O universo de cada um, se resume no tamanho do seu saber. Vamos ser a mudança que, queremos ver no Mundo