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Indústria do Setor Elétrico: Mato Grosso discute estratégias de crescimento econômico em encontro de 2026

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2026

Realizado entre os dias 12 e 13 de maio no UniSenai MT, em Cuiabá, o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026 consolidou-se como um fórum estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso.

O evento, promovido com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), reuniu especialistas da Aneel, EPE e lideranças industriais para enfrentar o desafio de equilibrar a explosão da demanda energética com a infraestrutura disponível.

O cenário atual é de pressão: o crescimento industrial acelerado, a eletrificação do agronegócio e a expansão recorde da energia solar distribuída exigem que o estado modernize suas “estradas de energia” para evitar gargalos que possam frear o ritmo produtivo.

Planejamento Estratégico e Diversificação

A Sedec informou que o Governo de Mato Grosso já contratou estudos técnicos para mapear a matriz energética e identificar pontos críticos na transmissão. A estratégia foca na diversificação, buscando fontes além da hidrelétrica e solar:

  • Biogás e Biometano: Aproveitamento do potencial do agronegócio para geração descentralizada.

  • Resíduos Urbanos: Transformação de lixo em energia, resolvendo passivos ambientais e gerando potência local.

  • Armazenamento: Debate sobre tecnologias de baterias para estabilizar o sistema durante picos de geração solar.

Infraestrutura e Investimentos Bilionários

Dois pilares de investimento foram destacados como fundamentais para a segurança energética em Mato Grosso:

  1. Programa MT Trifásico: Liderado pelo governo estadual e citado pelo deputado Fábio Garcia, o programa foca na substituição de redes monofásicas por trifásicas, essencial para que indústrias e propriedades rurais operem maquinários de grande porte sem quedas de tensão.

  2. Renovação da Concessão Energisa: Com a renovação por mais 30 anos, a concessionária anunciou um aporte de R$ 9,5 bilhões nos próximos quatro anos. Esse recurso será aplicado diretamente na construção de novas subestações e na ampliação da malha de distribuição urbana e rural.

O Desafio da Transmissão e Geração Solar

Um dado relevante apresentado no encontro indica que Mato Grosso já possui capacidade instalada de energia solar superior ao seu consumo local. Embora seja um avanço sustentável, esse excesso gera o “desafio do escoamento”.

  • Pressão no Sistema: A infraestrutura de transmissão atual precisa ser ampliada para suportar o fluxo da energia gerada nos telhados e fazendas solares até os grandes centros consumidores.

  • Estabilidade: Representantes da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) reforçaram que, sem novos linhões de transmissão e tecnologias de controle, o sistema corre riscos de instabilidade devido à intermitência das fontes renováveis.

Encaminhamentos

O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, e a secretária adjunta Linacis Vogel Lisboa reforçaram que a competitividade regional de Mato Grosso está diretamente ligada à capacidade de entrega de energia barata e estável.

O consenso final do evento aponta para um planejamento integrado, onde os investimentos privados da concessionária devem caminhar lado a lado com as políticas públicas de incentivo à industrialização e à infraestrutura de transmissão de longa distância.

Fonte: cenariomt

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