Saúde

Funasa começa monitoramento ambiental do Rio Doce em Minas Gerais e Espírito Santo: 173 pontos serão avaliados

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2026

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) iniciou neste sábado (9) o monitoramento da qualidade da água do Rio Doce em 173 pontos distribuídos por 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A ação substitui o trabalho que vinha sendo realizado pela Fundação Renova, criada em 2016 para conduzir as medidas de reparação após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015.

O desastre ambiental lançou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos e lama no Rio Doce, provocando a morte de 19 pessoas e afetando diversas comunidades ao longo da bacia hidrográfica.

A Fundação Renova foi oficialmente extinta em outubro de 2024, após um novo acordo firmado entre o governo federal e as mineradoras Samarco, Vale e BHP. Mesmo após a extinção, a entidade ainda mantinha a responsabilidade pelas atividades de monitoramento da água.

A nova operação da Funasa foi viabilizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica firmado com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), assinado em abril deste ano.

Segundo o presidente da Funasa, Alexandre Motta, a iniciativa busca garantir a continuidade das análises e ampliar a produção de informações sobre a qualidade da água na região afetada.

Equipes técnicas já realizaram levantamentos em toda a bacia, entre os municípios de Governador Valadares (MG) e São Mateus (ES), incluindo reconhecimento técnico e coleta de amostras para definição dos pontos de análise.

De acordo com o coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental da Funasa, Artur de Souza Moret, a operação contará com 15 profissionais e três unidades móveis de Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano.

As equipes atuarão em duas rotas em Minas Gerais e uma no Espírito Santo. As unidades móveis funcionarão como bases de análise, enquanto profissionais de campo serão responsáveis pela coleta das amostras nos municípios atendidos.

Nas estruturas móveis, o material passará por análises iniciais para identificar possíveis riscos à saúde pública. Exames complementares serão feitos posteriormente em laboratórios fixos da Funasa.

Entre os parâmetros analisados estão cloro, cloro residual, pH, turbidez e presença de microrganismos indicadores de contaminação, como coliformes totais e Escherichia coli.

A primeira etapa de coleta segue até o dia 16 de maio. Após esse período, o monitoramento será realizado mensalmente. A expectativa da Funasa é consolidar os primeiros resultados nas próximas semanas.

Fonte: cenariomt

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