O corpo do cabeleireiro cuiabano Eryvelton Gomes, que morreu após sofrer uma reação alérgica durante uma viagem a Marechal Deodoro (AL), foi sepultado nesta sexta-feira (8), em Várzea Grande (MT). A morte do jovem causou comoção entre amigos, familiares e clientes, que lamentaram nas redes sociais a perda precoce do profissional, descrito como uma pessoa alegre e muito querida.
Em entrevista, o marido de Eryvelton, Lucas Gabriel, relembrou os últimos momentos ao lado do companheiro e contou que a viagem em família era marcada por felicidade e realização. Segundo ele, o cabeleireiro queria experimentar caranguejo pela primeira vez durante o passeio na Praia do Francês.
“Era a primeira vez dele desde o dia que a gente chegou na viagem, no primeiro dia ele tava louco para experimentar o caranguejo. Até tinha perguntado a questão dele com a alergia ao camarão, mas ele disse que não sabia e queria experimentar. Ele era muito querido por todo mundo, fica até um alerta para as pessoas sempre carregarem um antialérgico”, afirmou Lucas.
De acordo com o marido, poucos minutos após ingerir o alimento, Eryvelton começou a apresentar os primeiros sintomas da reação alérgica. O quadro evoluiu rapidamente, causando desespero entre familiares e turistas que estavam no local.
“Dalí com cinco minutos ele começou a passar mal, comecei a gritar perguntando se alguém tinha antialérgico para dar pra ele, ele começou a ficar sem ar, o resgate veio mas o resgate não estava preparado para atender ele. Tinha uma UPA, mas ficava 16 minutos de lá”, relatou.
Veja a entrevista:
Em entrevista Lucas pontou a falta de atendimento emergencial mais próximo à praia e a falta de atendimento específico para casos de crise alérgica. “É muito lindo, mas sem preparo para atender os turistas. Sentimos falta de ter um ponto de atendimento médico mais próximo”, completou.
Ao Primeira Página, o Corpo de Bombeiro de Alagoas esclareceu que casos como esse não são comuns e que as equipes de socorristas que atendem nas praias não podem fazer manobras invasivas e nem administrar medicamentos, como antialérgicos.
A orientação da corporação em casos clínicos, ou seja, que não envolve afogamento, é realizar o primeiro apoio e encaminhar a vítima até uma unidade de saúde.
Fonte: primeirapagina




