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Presidente da Câmara de VG aciona justiça contra jornalista: queixa-crime e medida protetiva solicitadas

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), ingressou com uma queixa-crime contra o jornalista William Sidney de Araújo Moraes por uma série de supostos ataques à sua honra e integridade física. O processo, que tramita no Núcleo de Justiça do Juízo das Garantias, detalha episódios de calúnia, injúria, difamação, ameaça e desacato.

De acordo com os autos, as hostilidades começaram no dia 13 de março de 2025, durante uma visita técnica à futura sede do Poder Legislativo. Na ocasião, o jornalista teria abordado o parlamentar de forma ríspida, exigindo que ele cessasse as críticas à gestão da prefeita Flávia Moretti (PL). Segundo o relato, o investigado teria perseguido Cerqueira até o banheiro do prédio público para intimidá-lo.

A denúncia aponta que William Sidney utilizou perfis no Instagram, TikTok e grupos de WhatsApp, denominados “#vamosagirvg” e “#basta”, para propagar ofensas. 

Entre os ataques relatados na queixa-crime, destacam-se: o uso frequente de uma fotografia de Cerqueira ferido em um hospital, tirada quando o vereador interveio em um acidente para defender uma mulher, apresentada de forma jocosa e desautorizada; os ataques verbais, com o uso de termos pejorativos como ‘vereadorzinho de merda’, ‘bosta’ e comparações machistas de baixo calão; além de insinuações de corrupção em publicações que alegam irregularidades em contratos de sonorização e filmagem da Câmara, citando valores em torno de 320 mil reais. 

O delegado Lindomar Aparecido Tofoli instaurou inquérito policial e já colheu depoimentos de testemunhas, incluindo administradores dos grupos de WhatsApp citados. Um dos administradores confirmou em depoimento ter visto o investigado chamar o parlamentar de “vereadorzinho de merda” nas plataformas digitais.

Devido ao histórico do acusado, que já responde a outros processos judiciais, Wanderley Cerqueira solicitou medidas protetivas por temer por sua segurança e integridade física.

Em decisão recente, datada de 30 de abril, a juíza Henriqueta Fernanda Lima determinou que o Ministério Público analise o caso para decidir pela apresentação de denúncia formal à Justiça. Caso condenado, as penas podem ser agravadas pelo fato de os crimes terem sido cometidos contra funcionário público e divulgados em redes sociais.

Fonte: leiagora

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