A alta dos combustiveis voltou ao centro do debate público durante audiência realizada nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa. O encontro colocou em pauta fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor e a busca por soluções para conter os reajustes.
No contexto de Mato Grosso, parlamentares, representantes do governo e do setor de combustíveis discutiram como a dependência externa e a estrutura de distribuição influenciam o preço final pago nas bombas.
Dependência externa e formação de preço
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, deputado Faissal Calil, destacou que o Brasil ainda exporta petróleo bruto e importa combustíveis refinados, o que eleva os custos internos.
Segundo ele, a formação do preço envolve várias etapas, passando por indústria, distribuidoras e postos, que operam com margens reduzidas e alta exposição a riscos. Fatores internacionais, como conflitos geopolíticos, também afetam diretamente o valor final.
Propostas e transparência
Faissal defendeu medidas estruturais e imediatas para aliviar o impacto da alta dos combustiveis. Entre as propostas, está a criação de um grupo de trabalho com órgãos de fiscalização, setor produtivo e mercado para aprofundar o debate e buscar soluções.
Ele também reforçou a necessidade de análise técnica na fiscalização dos preços, com atuação do Procon na apuração de possíveis irregularidades.
Visão do governo e tributação
Representando a Secretaria de Fazenda, o secretário-adjunto Lucas Elmo afirmou que o objetivo é equilibrar arrecadação e desenvolvimento econômico, com atenção especial ao impacto do diesel na economia.
Ele explicou que a tributação acompanha o mercado e que o Estado possui limitações para interferir diretamente nos preços. Também citou o cenário internacional como fator de influência na cadeia de distribuição.
Setor de distribuição e mercado
O presidente do Sindipetróleo-MT, Claudyson Martins Alves, afirmou que os postos seguem os reajustes das distribuidoras, refletindo a média nacional. Segundo ele, a gasolina está em torno de R$ 6,73, enquanto o etanol permanece mais competitivo.
Ele também alertou que períodos de instabilidade podem gerar aumento de demanda e especulação, impactando toda a cadeia de transporte e consumo.
Alternativas e cenário futuro
Entre as alternativas discutidas, o fortalecimento do etanol e a ampliação da mistura de combustíveis foram apontados como caminhos possíveis para reduzir a dependência externa e estabilizar o mercado.
O debate reforçou ainda a importância da transparência na formação dos preços e do acompanhamento constante dos impactos econômicos sobre a população.
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Fonte: cenariomt





